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Conheça a diferença entre hacker e cracker

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Por Denny Roger

Apesar de estarmos acostumados a ouvir casos de invasão de computadores praticados por hackers, a maioria destes ataques são, na realidade, realizadas pelos crackers. Atualmente a mídia impressa, eletrônica e audiovisual está utilizando o termo correto porque “hacker” transformou-se em uma profissão.

Os crackers são indivíduos que utilizam seu conhecimento para invadir computadores e roubar informações confidenciais. Geralmente essas informações são vendidas ou utilizadas para aplicar golpes na Internet.

Já o hacker é um indivíduo que utiliza seu conhecimento para testar os recursos de segurança instalados na empresa. Imagine a seguinte situação: você instalou um novo gerador de energia na sua empresa ou residência. É necessário testar este novo recurso contra a falta de energia elétrica. Você testa o novo gerador desligando a energia da sua empresa ou residência para verificar se o gerador é ativado e a energia é restabelecida. No mundo virtual o trabalho de um hacker é similar ao teste do gerador. Após a instalação de um controle de segurança, o hacker tenta realizar uma invasão ao sistema protegido para verificar se o controle de segurança foi instalado e configurado de forma correta. O hacker nunca invade um sistema com o intuito de causar danos.

O hacker é uma pessoa que tem um perfil autodidata. A maior parte das pessoas acredita que o hacker tem uma formação técnica. Ou seja, trata-se de uma pessoa que participou de cursos de graduação na área de tecnologia da informação ou formou-se em algum curso técnico relacionado a alguma tecnologia. Isso não é verdade! Por exemplo, o iPhone (smartphone desenvolvido pela Apple) foi lançado em 2007. Na época do seu lançamento a tecnologia foi considerada inovadora. A principio, só era possível utilizar a função de aparelho celular do iPhone em conjunto com a operadora AT&T nos Estados Unidos. O aparelho estava bloqueado para funcionar em outros países, incluindo o Brasil. Pouco tempo após o lançamento, o iPhone foi desbloqueado por brasileiros. Os responsáveis pelo desbloqueio não aprenderam na faculdade ou em cursos técnicos como desbloquear o iPhone. Isso ocorre porque os cursos não conseguem acompanhar o avanço da tecnologia.

O mercado reconhece o profissional rotulado como Hacker Ético pelo número de palestras que ministra, pelo número de artigos que publica, pelo número de cursos que ministra e pelo número de certificações obtidas. No meu ponto de vista as certificações são “títulos” exigidos pela sociedade. Na prática, o que diferencia o profissional é a sua capacidade de resolver problemas e interagir com a comunidade.

Existem equipes de Hackers Éticos nas instituições financeiras para testar a segurança dos recursos implementados no ambiente computacional do banco e na tecnologia de internet banking. Essas equipes são formadas por 3 ou mais profissionais. Todos os testes são gerenciados pelos profissionais responsáveis pelo sistema “alvo”. Ou seja, estamos falando de uma atividade interdepartamental. Isso ocorre porque um dos objetivos dos testes é verificar se o recurso disponibilizado pelo banco atende as leis, normas e boas práticas do mercado financeiro. Participam dos testes profissionais do departamento jurídico, recursos humanos, relações institucionais, marketing, tecnologia da informação, qualidade, etc.

Conclusão

O Hacker Ético irá avaliar a conformidade com a política de segurança, identificando ameaças e vulnerabilidades desconhecidas para a organização. O objetivo é minimizar o risco de crackers acessarem as informações confidencias da sua empresa.

Denny Roger é Engenheiro de Redes Sênior em Segurança da Informação, membro do Comitê Brasileiro sobre as normas de gestão da segurança da informação (série ISO 27000), especialista em análise de risco, projeto de rede segura e perícia forense. Contato: denny@dennyroger.com.br.

Fonte: Folha de Angola
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