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Tecnologia de Redes, Mobilidade e Inovação

Tecnologia WiGig: o WiFi em Gigabit

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O padrão WiGig foi criado através de uma aliança de vários fabricantes para desenvolvimento de um padrão de rede sem fio, baseado no padrão 802.11 (mais precisamente, na camada MAC), na freqüência não licenciada de 60GHz e com taxas de transmissão acima do Gigabit.


Essa tecnologia tem como principal alvo, hoje, o mercado de HDTV doméstico. Transmitir HDTV em redes WiFi, mesmo 802.11n, é uma tarefa difícil, principalmente se somarmos a tecnologia 3D (de com 120Hz ou mais de taxa de refresh) e vários canais sendo recebidos simultaneamente na mesma residência.

Assim as primeiras aplicações provavelmente serão focadas em viabilizar televisores HDTV sem fios. Tanto é que uma das primeiras parcerias do grupo WiGig foi com a VESA (Video Electronics Standards Association) para a criação do DisplayPort sem fio.

Características e restrições da tecnologia

A tecnologia está sendo padronizada para acomodar duas modalidades de equipamentos: de baixa potência (com capacidades na casa dos 1 a 2Gbps) e equipamentos de maior potência (indo a 7Gbps ou mais).

Os de baixa potência, seriam tipicamente equipamentos alimentados à bateria como notebooks, controles remotos e controles de video games. Já os de maior taxas de transmissão seriam tipicamente os equipamentos conectados à tomada elétrica diretamente, como os próprios pontos de acesso e equipamentos de TV à cabo.

O uso da tecnologia de 60GHz tem seus prós e contras. Quanto maior a freqüência, menor é o alcance e menor ainda é a capacidade do sinal transpor paredes. Assim o alcance dos pontos de acesso WiGig devem ser curtos, ao redor de 10 a 20m (esse é o alcance divulgado pelo WiGig, então devemos esperar até alcances menores que esse na prática).

Por outro lado essa característica irá também diminuir a interferência entre vizinhos que hoje são um problema para as tecnologias WiFi (802.11a/b/g/n).

A tecnologia Mesh em ação

Devido ao seu baixo alcance, o WiGig irá demandar, muito provavelmente, um ou mais ponto de acesso por cômodo e alguma forma de interconexão entre eles.

Deveremos ter basicamente duas opções de interconexão entre os pontos de acesso WiGig (fora a opção óbvia de criar uma rede cabeada 10Gbps doméstica):
  • PLC: a tomada aonde os pontos de acesso WiGig estarão ligados também serviriam de barramento multi-gigabit para interconexão.
  • Mesh: os pontos de acesso irão falar entre si, também usando a tecnologia WiGig (por exemplo a 7Gbps) para criar um backhaul interno de interconexão entre os cômodos. Vale lembrar que neste caso outros eletrodomésticos também poderão trabalhar como repetidores: televisão, computador, telefone celular, geladeira, rádio relógio, etc. Cada um com seu módulo WiGig, recebendo informações e também participando da rede mesh como retransmissores.


A necessidade de baixo custo

Obviamente isso tudo só será viável com uma adoção em massa dessa tecnologia que permita um enorme ganho de escala. Quando comecei a trabalhar com rede sem fio a 15 anos atrás, uma placa PCI de 2Mbps (sem criptografia nenhuma) custava USD 900,00 cada, então é uma questão de tempo para esse tipo de tecnologia se tornar popular.

Com essa popularização, sumiria a necessidade de cabos (fora o cabo de força), entre os diversos eletrodomésticos. Até mesmo caixas de som, aparelhos de ar condicionado, sensores de presença e geladeiras se integrariam criando realmente o conceito de casa inteligente. Vale lembrar que não estou me referindo apenas à casas de milionários: eles serão os primeiros a adotar essa integração, mas a redução de custo deve tornar, em um futuro breve, o WiGig e a inteligência em recursos padrão dos eletrodomésticos.

Quando?

O grupo WiGig pretender ter os primeiros protótipos (quer dizer, apresentar em feiras e eventos) a partir de 2011 e os primeiros produtos em 2012. Particularmente eu considero razoável então que, na verdade, os primeiros produtos cheguem ao mercado em 2013 e a sua massificação para 2015/2016 (a tempo para as Olimpíadas do Brasil).

Aplicações

O WiGig deve permitir uma série de aplicações interessantes, indo além do acesso Internet e da TV sem fio.

Uma das aplicações que seguramente serão exploradas será o 3G Offload (ou talvez 4G Offload, que deverá estar disponível na época). Nesta situações o telefone celular percebe que entrou no alcance de uma rede, se conecta a ela e passa a fazer as chamadas e o tráfego de dados através do WiGig (desafogando a rede 3G/4G). Isso irá gerar uma economia para as operadoras de celular e uma melhor cobertura para os ambientes residenciais e corporativos.

Outra aplicação pode ser a eliminação da Ethernet cabeada nos ambientes corporativos. Hoje em dia, com o 802.11n, já é possível pensar em ambientes corporativos com menos cabos (apenas os "power users" em cabo), pois já existe banda suficiente (vejam as propostas de negócios de fabricantes como Cisco, Aruba Networks e Meru, por exemplo). Com o WiGig essa tendência deve se acentuar ainda mais.

Para saber mais

[1] Site oficial WiGig: Wireless Gigabit Alliance
[2] Site oficial VESA: VESA
[3] Nota de imprensa sobre a parceria VESA e WiGig: http://www.vesa.org/WiGigandVESA.pdf
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Atualizado 08-11-2010 em 06:57 por mlrodrig

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Comentários

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  1. Avatar de Geeek
    Tomara que esse futuro não demore muito e essa tecnologia venha nos abençoar.
  2. Avatar de Genis
    as tecnologias vem e vão tão rápido que nem da pra experimentar direito, antigamente como diz o nosso amigo a 15 anos, quase não tinha internet, hoje os grandes poderosos ou grandes distribuidores para ser o primeiro a ter a tecnologia em seu estoque, mesmo sendo mais caro, ele vai arriscar, então podemos esperar um pouco antes da copa, para usar esta tecnologia em massa, ou quem sabe ja não estara obsoleta até lá, e ja tenha uma mais nova e mais potente.
  3. Avatar de nonoque
    Muito bom. Mas acho que pra chegar mesmo aqui é questão de alguns anos..
  4. Avatar de leandrolopeswifi
    ja pensou isso ae nas GATONETS? hehhheheeh
    os gatonetsarios (mistura de xinelao com empresario de gatonet) que iriam gostar.
  5. Avatar de magnusrk8
    Nossa 60Ghz .. tempestade solar prejudica esta freqüência..
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