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depoimentos: oficina de texto com tema sobre software livre

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Peço licença ao Antônio para publicar aqui seu depoimento sobre a disciplina que ofertamos este semestre na UFMG. Esse menino, sim, pegou o espírito da proposta. Obrigada, Antônio.


"Foi no dia dos mortos, à noitinha já, que acordei para a realidade desta Oficina. Meio pavoroso dizer isto agora, principalmente pelo fato de ter sido tarde demais esta minha percepção.
No feriado, tédio medonho, estava eu lá sozinho na sala virtual. Um cinza lúgubre lá fora e um zumbido meio tétrico vindo do desktop. Nada mal: antes assim acompanhado do que sozinho, pensei.

Mas era tarde e nada pra fazer. Daí que comecei a ler a ler e a reler postagens de colegas no fórum. A deixa era : o que falta aprender? Achei engraçada a pergunta porque aprendi que a gente nada sabe de nada quanto mais souber. Quer ver só uma coisa? este tal de software! Eu já sabia que hardware é aquilo que a gente pode pegar, chutar, deixar lá na lata do lixo..... Já o software é aquilo a que a gente não vê, não sabe, não conhece , manda pra pqp, paga caro por isto, o escambau!
....


Era bem diferente lá no início: nem na sala dava vontade de entrar. Mas agora aqui estou em nossa sala, em dia de finados, sozinho a ler material dos colegas. Que “produção“ ! Tudo é texto ! Agora o texto sou eu. E o texto ali era o outro que me dizia que queria gramática ( e eu não sabia que as pessoas gostavam assim de Gramática, aquela coisa prescritiva cheia e dona do poder. Que não admite outras falas a não ser a dela. A tal da gramática formadora de preconceitos lingüísticos) . As tais regras normativas! Não sabia que um dia eu leria pedidos do tipo “Queremos Gramática! Queremos Gramática !!!!” Parecia Maio de 1968 - um chega pra lá na tecnologia. Piolhos de hippies já me espreitavam na testa, por detrás das orelhas. Vozes, textos, falas, polifonias de dizeres resumidos . A palavra era “focar”. A professora "focou" demais; a professora "focou" de menos. Entre focas e piolhos, lia e mais que lia: estava mesmo muito bom ouvir o que os colegas tinham a dizer. Me deu até vontade de interagir, deixar a timidez de lado. Que coisa boa esta tecnologia toda, gente! Taí: me amarrei na do esquema estrutural: facilita muito mais a apreensão e objetividade dos sentidos. Escutar, ler e escrever. Educar-se para. Difícil cavar e achar o curso. É duca!


Mas que que eu tava dizendo mesmo?
Ah! o tal do
Software livre pra mim agora é o que é : não vem que não tem! Sei um bocadinho do sujeito e seus complementos. Dá pra verbalizar e contextualizar um tiquinho. Vou até dar palestras! Open Source e a Cultura Livre ao nosso alcance através da EAD que nos fez confluir (a mim, principalmente) à seguinte questão: está na hora de esparramar o que soubermos, pouco que seja, a favor daquele que sabe menos.



Agora, uma pausa: preciso ir ali fazer ponta no lápis e molhar a goela. Mas foi isto o que aprendi lendo e escrevendo.


Abraço!

José Antônio de Carvalho
1º período M

('cabei 'fessôra!)"
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