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As lições a serem aprendidas com a falha do Skype

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O sistema Skype de chamadas VoIP e (agora) vídeo sobre IP sofreram uma grave pane alguns dias antes do Natal do ano passado. Passado o problema, o Skype divulgou as causas da pane e, a partir da análise, temos uma importante lição a ser aprendida.

Em primeiro lugar, vamos rapidamente analisar o acontecido com o Skype. O problema todo começou com um pequeno bug na versão que era a mais atual na data começou a reiniciar os clientes Skype Windows.

Sem entrar em muitos detalhes sobre o bug, quando os servidores Skype demoravam para processar algumas mensagens específicas, esses clientes reiniciavam.

O Skype é um sistema distribuído, P2P, aonde a perda de um elemento não afeta os demais. Então como esse bug derrubou a rede Skype?

Perto do Natal, os servidores de mensagens Skype ficaram sobrecarregados, disparando o bug (até então desconhecido) e reiniciando vários (aproximadamente 40%) nós Skype. Os nós restantes não aguentaram a carga e, por possuírem um mecanismo de proteção contra sobrecarga, também reiniciaram, resultado em uma parada completa da rede P2P Skype.

O modo de funcionamento do Skype foi projetado com várias redundâncias e precauções, porém uma seqüência infeliz de coincidências fez com que o sistema falhasse quase que por completo.

A primeira lição é que nenhum sistema complexo é seguro o suficiente a ponto de ser infalível. Só como comparação, podemos fazer um paralelo rápido com a aviação comercial: se gastam milhões de dólares todos os anos buscando tornar o sistema infalível, e existe progressos fantásticos, mas sempre surge uma combinação rara ou uma série infeliz de coincidências não pensadas que causa uma tragédia.

Assim, podemos dizer que nenhum sistema, por melhor projetado que tenha sido, consegue chegar a 100% confiabilidade. E se algo não é 100% confiável, quer dizer que mais cedo ou mais tarde, vai falhar.

A Internet, por si só, é um sistema complexo. A Internet é uma grande rede, repleta de redundâncias e caminhos alternativos e opções alternativas, mas também não é infalível. Por dedução lógica, podemos assegurar que, em algum momento, a Internet vai falhar.

Não estou falando da sua conexão de Internet e nem da sua operadora ou provedora de Internet. Estou dizendo da grande Internet como um todo, em algum momento ela vai parar.

O que pode parar a Internet? É difícil dizer, mas podemos imaginar um vírus, um erro de protocolo de roteamento caso a Internet chegue a um tamanho muito grande (e em uma situação nunca simulada pelos projetistas de roteadores) ou algo totalmente inimaginado. Pode ser que isso demore 1 ano, 10 anos ou 50 anos para ocorrer.

O ponto (e essa a segunda lição do problema Skype) é que a Internet, como um sistema complexo, está sujeita a falhar em algum momento.

Daí vem a pergunta: você, e a sua empresa, estão preparadas para "viver" por vários dias sem Internet? Talvez, por uma semana?

Não estou dizendo em ficar sem conexão Internet. Neste caso você pode ir para um cyber-café, casa de um amigo ou usar conexão 3G. Estou falando do caso de a Internet ficar, irremediavelmente, fora do ar e totalmente inoperante (a não ser algumas ilhas locais, que serviriam de pouco ajuda).

Eu conheço pessoas que mantém as senhas e códigos de acesso à banco em arquivos na Internet. Essas pessoas ficariam sem conseguir fazer transações bancárias enquanto a Internet estivesse indisponível.

Listas de clientes, números telefônicos, endereços, nomes de pessoas chave, esses são apenas alguns exemplos de algumas outras informações importantes e que muitas pessoas mantém cópia apenas em formato digital.

Assim, a meu ver, a grande lição da falha do Skype do Natal de 2010 é que nada é infalível, por maior, mais distribuído ou mais bem pensado que seja. Vale a pena parar de vez em quando e fazer uma análise: que informações você necessita no seu dia a dia? Quais são realmente essenciais? Essas que são realmente essenciais, você mantém uma cópia em papel, ou algum outro meio que não dependa da Internet ou de um computador?

Essa análise pode ajudar você a se preparar para o dia em que a Internet parar (que seja daqui a 50 anos).

Me siga no Twitter: http://www.twitter.com/mlrodrig
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Comentários

  1. Avatar de edmarmega
    Nossa depois disso acho que vou desistir de computadores e internet e voltar a somente trabalhar com madeiras, deixar de lado o provedor e voltar a fabricar moveis.
    Auauauauauuauauauuau
    Sem internet fico louco, de cabelo branco, careca, e deixo as pessoas extressadas por nao poder dar uma navegada, estou viciado nesse trem.
  2. Avatar de pedrocipoli
    Boa noite mlrodrig,

    Excelente texto. No meu blog iniciant vou comentar sobre ele ligando esse fato também àcompleta dependência da Geração Y da internet. Soube que existem até psicólogos especializados em tratamento desse tipo.

    Um abraço!


    Pedro Cipoli
  3. Avatar de pedrocipoli
    Fala mlrodrig,

    Postei lá (Queda do Skype ). É um blog novo, mas vou tentar manter a linha do que eu escrevi até agora.

    Um abraço!
  4. Avatar de bjaraujo
    Para provedores emho a lição é: Seja redundante do link que recebe à saída para seu cliente. Para quem começa é um pouco difícil mas quando estiver caminhando mais rápido é bom evitar tropeços.
    Ainda que não infalível você fez sua parte, se a redundância for vencida é deixar cair o queixo e contemplar o cenário; depois aperfeiçoa e segue adiante.
    Atualizado 05-01-2011 em 08:32 por bjaraujo
  5. Avatar de mlrodrig
    Citação Postado originalmente por edmarmega
    Nossa depois disso acho que vou desistir de computadores e internet e voltar a somente trabalhar com madeiras, deixar de lado o provedor e voltar a fabricar moveis.
    Auauauauauuauauauuau
    Sem internet fico louco, de cabelo branco, careca, e deixo as pessoas extressadas por nao poder dar uma navegada, estou viciado nesse trem.
    Rsrsrs. Não se preocupa edmarmega, de alguma maneira os últimos 40.000 anos de civilização conseguiram sobreviver sem Internet, então mesmo se ela ficar do ar alguns dias, vamos sobreviver. Sofrendo e com uma grande expectativa para o retorno, mas sobreviveremos.

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