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Magal

Pára-raios (Pararraios)

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Pára-raios e aterramento na prática I



http://www.rio.rj.gov.br/defesacivil/imagem/paraio.jpg http://under-linux.org/forums/albums...?dl=1229963750 http://www.mspc.eng.br/tecdiv/im01/para_raios105.gif



Conforme divulgado algumas vezes pela imprensa, a incidência de raios no Brasil é uma das maiores do mundo. Não são muito raras notícias de pessoas atingidas, em alguns casos com conseqüências infelizmente fatais.

Como forma de proteção, o pára-raios é um dispositivo simples e eficiente, desde que corretamente dimensionado e instalado.


Como os raios se formam
Algumas definições
Campo de proteção
Instalação típica

Como os raios se formam



Durante as tempestades observa-se uma queda da temperatura e um aumento da umidade relativa do ar, o que diminui suas propriedades dielétricas.

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Fig 01 Ao mesmo tempo, o movimento das nuvens provoca um aumento do potencial elétrico entre elas e o solo. Esses dois fatores contribuem para eventual movimento de cargas elétricas entre nuvem e solo, isto é, uma descarga elétrica de curta duração e de alta intensidade.

O pára-raios nada mais é que um elemento metálico situado a determinada altura e eletricamente ligado à terra, de forma que as descargas ocorram pelo caminho mais fácil, protegendo as suas imediações.

Algumas definições



A palavra captor é freqüentemente usada como sinônimo de pára-raios. Em geral, se refere especificamente ao elemento situado no topo, que recebe diretamente o raio.

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Fig 01 O captor mais usado atualmente é o tipo Franklin, que consiste de um conjunto de algumas hastes pontiagudas para facilitar a condução, montado em um mastro vertical. Ver esquema na figura.
Até certa época, foram usados tipos semelhantes, mas com adição de material radioativo que, segundo os fabricantes, aumentava o raio de ação. Não são mais permitidos devido ao riscos inerentes.

Em alguns casos são também usados fios horizontais como captores, mas essa forma não está no escopo desta página.

Curiosidade relacionada: o pára-raios foi inventado por Benjamin Franklin em 1752. Inicialmente houve resistência das religiões porque raio era considerado fúria de deus e o homem não podia interferir. A igreja católica declinou da objeção em 1769, quando um raio atingiu uma igreja perto de Veneza e provocou a ignição de uma grande quantidade de pólvora estocada nas proximidades, matando cerca de 3000 pessoas.

Campo de proteção



Um captor Franklin em mastro vertical (Fig 01):

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Fig 01 O campo de proteção é dado pelo cone com vértice no captor, com geratriz que faz ângulo de 60º com a vertical (para níveis de proteção maiores esse ângulo deve ser menor).

Portanto, r = h √ 3 #A.1#.
Dois captores Franklin em mastro vertical (Fig 02):

Sejam 2 captores de alturas h1 e h2, distanciados de d, tal que: d < √ [ 3 (h1 + h2) ]. Neste caso, a influência mútua pode ser considerada conforme equações a seguir (supõe-se que h1 > h2).

A linha curva entre h1 e h2 tem forma de parábola e, assim, a equação genérica da sua altura h em relação ao solo é:

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Fig 02 h = ax2 + bx + c onde x é a distância horizontal em relação a h1.

E os coeficientes são dados por:

a = (h2 - h1) d2 + (√ 3) / (3d) #B.1#.

b = - (√ 3) / 3 #B.2#.

c = h1 #B.3#.
E o campo de proteção será:

a) nas extremidades, superfícies cônicas conforme item anterior.

b) entre os captores, a superfície com vértice na parábola aqui definida, com geratriz reta partindo desta parábola e em ângulo de 60º com a vertical.

Para mais de 2 captores: Determinam-se as superfícies para cada agrupamento de 2 captores conforme item anterior e se faz a sobreposição das mesmas.

Instalação típica



A figura abaixo mostra a instalação padrão com apenas 1 captor. Entretanto, o número de captores deve ser dado em função da área a proteger conforme critério anterior. Todo o prédio e áreas a proteger devem estar dentro do campo de proteção.

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Fig 01 O cabo de descida é normalmente de cobre, com seção não inferior a 35 mm2.

Como regra geral, a descida deve ser a mais direta possível, com o mínimo de curvas. Essas, quando necessárias, devem ter raio mínimo de 20 cm.

Não deve haver emendas, exceto para o conector indicado, próximo ao solo, que permite separar as partes para medições do aterramento.

Os espaçadores devem ser usados a cada 2 m no máximo e devem proporcionar um separação mínima de 20 cm entre cabo e prédio ou outras partes.

Obs: O CAPTOR tem que ficar isolado do mastro.

Número de descidas:

Quando se tem mais de um captor, o número de descidas deve ser dado pelo valor máximo entre as expressões abaixo:

(a + 100) / 300

h / 20

(p + 10) / 60 onde:
a: área coberta do prédio em metros quadrados. h: altura do prédio em metros. p: perímetro do prédio em metros. Se o valor de alguma for fracionário, ele dever ser arredondado para o inteiro imediatamente superior.

Pára-raios e aterramentos II , informações avançadas, cálculos e fórmulas


http://www.mspc.eng.br/tecdiv/para_raios2.asp

Link com Tabela de preços de materiais de Pára-raios


http://www.provedores.com.br/tabelas/index.htm

Saiba mais sobre raios



Os raios são fenômenos cotidianos no Brasil, que é o país recordista em número de raios. Apesar de freqüentes e importantes, eles são muito mal compreendidos. Este Erro-Padrão procura esclarecer um pouco melhor o que são os raios, como se originam e quais os mitos e verdades em torno deles. Leia, será eletrizante!

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A cada ano 16 milhões de tempestades ocorrem em nosso lindo planetinha azul. Destas, 70% ocorrem em regiões tropicais. Com tantas tempestades, nada mais natural que alguns poucos raios pipoquem aqui e ali, certo? Bom, na verdade não são tão poucos assim, anualmente são mais de três bilhões deles! Destes, aproximadamente 100 milhões ocorrem no Brasil, que aliás é o campeão mundial em ocorrência de raios.
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Estima-se que anualmente cerca de uma centena de brasileiros percam sua vida devido aos raios. A interrupção do fornecimento de energia elétrica devida a acidentes com raios em estações e linhas de distribuição causa milhões de dólares de prejuízos e não raramente ocorrem grandes incêndios em florestas ocasionados por raios.
Nem tudo, no entanto, é tragédia na história dos raios. Uma das teorias sobre a origem da vida no nosso planeta, formulada pelo russo Aleksandr I. Oparin (1894 – 1980), baseia-se justamente na ação dos raios e da luz ultravioleta sobre a atmosfera primitiva da Terra, criando aminoácidos e outras substâncias “orgânicas” a partir das substâncias inorgânicas de então (a atmosfera primitiva era constituída basicamente de vapor d’água, metano, amônia e hidrogênio). Dessa sopa “orgânica” teriam nascido os coacervados e deles os demais seres.
Mas, afinal, o que é um raio?
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Um raio nada mais é do que uma descarga elétrica, isto é, uma corrente elétrica de grande intensidade, que pode chegar a 200 mil ampères (cerca de 13 mil vezes mais do que a corrente elétrica comum em uma residência) e de curta duração (cerca de meio segundo), que se origina devido à eletrização das nuvens que, por sua vez, podem criar diferenças de potencial em relação ao solo da ordem de milhões de volts. Assim, um raio nada mais é do que um movimento rápido de elétrons de um lugar para outro.
Os raios podem ocorrer de uma parte para outra de uma mesma nuvem, de uma nuvem para outra, da nuvem para o solo ou vice-versa. A grande maioria dos raios ocorre no interior da própria nuvem ou entre nuvens e apenas uma parcela muito pequena ocorre entre a nuvem e o solo.
http://www.ciadaescola.com.br/zoom/imgs/166/010.jpgRaio nuvem-solo


http://www.ciadaescola.com.br/zoom/imgs/166/012.jpgRaios nuvem-solo e nuvem-nuvem


http://www.ciadaescola.com.br/zoom/imgs/166/014.jpgRaios nuvem-nuvem

As nuvens em que tipicamente ocorrem raios são as nuvens de tempestade, também chamadas de cumulonimbus, embora também possam ocorrer associados a outros fenômenos, como a erupção de vulcões, as tempestades de neve (ou mesmo tempestades de areia) e até mesmo em dias de céu limpo. As nuvens cumulonimbus podem atingir alturas, de sua base até seu topo, da ordem de 10 quilômetros (e até um pouco mais!) e enquanto sua base se localiza próximo ao solo (cerca de um ou dois quilômetros) onde a temperatura é elevada, seu topo pode atingir até a altitude de dez ou mais quilômetros, altitude onde a temperatura cai para cerca de – 35 °C.
http://www.ciadaescola.com.br/zoom/imgs/166/016.jpgcumulonimbus


http://www.ciadaescola.com.br/zoom/imgs/166/018.jpgcumulonimbus


http://www.ciadaescola.com.br/zoom/imgs/166/019.jpgPolarização elétrica
comum das nuvens

Devido a essa diferença de temperatura, criam-se dentro da nuvem correntes descentes de granizo e cristais de gelo e correntes ascendentes de ar quente. É o atrito entre essas correntes e as gotículas de água que eletriza a nuvem tornando-a, na maior parte das vezes, positiva em sua parte superior e negativa na inferior. No Brasil, excepcionalmente, a maioria das nuvens da região sudeste (cerca de 60% delas) têm eletrizações opostas da usual, isto é, são positivas em sua base e negativas em seu topo. Os raios nuvem-solo provenientes dessas nuvens de base positiva são chamados de “raios positivos” e são mais destrutivos do que os raios negativos (oriundos de nuvens com base negativa).
Em um raio, os elétrons movem-se tão rápido que fazem o ar ao seu redor iluminar-se, resultando em um clarão que chamamos usualmente de relâmpago (embora “relâmpago” e “raio” sejam também usados como sinônimos). A passagem dos elétrons pela atmosfera também provoca seu aquecimento até temperaturas muito elevadas, entre 20.000 °C e 30.000 °C (cerca de 5 vezes maiores que a temperatura da superfície do Sol), criando uma rápida expansão do ar ao redor do raio e resultando em um som muito forte que pode ser ouvido a até 20 quilômetros do local onde se originou: esse som é o trovão. Cabrummm!
Além de ter todos esses números fantásticos, o raio também tem uma complexidade bem maior do que costumamos imaginar. Por exemplo, não é verdade que os raios “caiam”, nem que “subam”, pois os raios são produzidos por cargas que descem e sobem, geralmente várias vezes em um mesmo raio, e que, por serem fenômenos muito rápidos, nos parecem como “um fenômeno só”. Algumas vezes, no entanto, podemos perceber os “vários raios de um raio”: quando notamos que o raio “pisca”.
Embora os raios sejam fenômenos razoavelmente bem compreendidos pela ciência, eles ainda são grandes desconhecidos para o cidadão comum. Ainda hoje a população menos instruída de algumas regiões rurais acredita que o raio seja uma “machadinha de fogo” lançada do céu (e que, por isso, vez por outra parte uma árvore ao meio!). Também é comum em dias de tempestades ouvirmos conselhos da forma “cubra os espelhos da casa”, “guarde todos os talheres e objetos metálicos” e outras crendices que ainda sobrevivem até mesmo nas cidades e entre pessoas “supostamente esclarecidas”. Uma dessas crendices é bem expressa pelo dito popular de que “um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar”; os raios não apenas podem cair duas vezes no mesmo lugar como a probabilidade de que isso ocorra é bem maior do que se imagina!
Na verdade os raios “não caem à toa”, eles procuram o trajeto menos resistente até a superfície, trajeto este facilitado pelos pontos altos na superfície da Terra, como picos de montanhas, arranha-céus, topos de árvores e antenas, que são particularmente vulneráveis aos raios. Quanto mais próximo um objeto bom condutor de eletricidade está da nuvem, melhor “candidato” ele se torna para os raios. Foi com base nessa idéia que Benjamin Franklin inventou o pára-raios. O pára-raios nada mais é do que uma “ponta metálica elevada” que fornece um caminho fácil para algum raio que cairia nas imediações. Os pára-raios fornecem proteção sobre uma área compreendida entre um cone de 45% (veja a figura).
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Além de inventar o pára-raios, Benjamim Franklin também foi um dos precursores do estudo da eletricidade e o primeiro a associar o raio com a idéia de uma descarga elétrica.
http://www.ciadaescola.com.br/zoom/imgs/166/021.gifBenjamin Franklin (1706-1790)

Uma forma curiosa de se proteger dos raios consiste em ficar dentro de automóveis ou de prédios com estruturas metálicas. Acontece que, se um raio “cair em um carro”, ele nunca passará “por dentro” do carro, mas sim pela sua parte externa. Dessa forma os ocupantes do interior do carro ficam protegidos. Essa propriedade curiosa, das correntes elétricas “não entrarem no interior de uma casca metálica”, é conhecida como “gaiola de Faraday”. Nem os campos eletromagnéticos conseguem entrar em algumas estruturas metálicas; e é por essa razão que celulares não funcionam dentro de túneis (que são de concreto revestidos com uma malha metálica). Aliás, os túneis são ótimos para se proteger dos raios (a não ser os túneis da cidade de São Paulo, que embora possam proteger dos raios, vez por outra alagam completamente, pondo a vida dos motoristas em risco).
http://www.ciadaescola.com.br/zoom/imgs/166/023.jpgMichael Faraday (1791-1867)

No Brasil os pesquisadores Osmar Pinto Jr. e Iara R.C.A. Pinto, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), se dedicam à pesquisa sobre os raios e são os descobridores dessa “estranha chuva de raios positivos” que parece só ocorrer com essa intensidade por aqui.

DANOS DAS DESCARGAS ATMOSFÉRICAS


Um dos principais danos das descargas atmosféricas está relacionado à ação dos raios em seres vivos (seres humanos, animais, vegetação). A descarga direta mata instantaneamente, porém é bastante rara. A descarga indireta, mais freqüente, acontece nas imediações e pode provocar seqüelas e até mesmo a morte. A descarga indireta dá origem a enormes sobretensões que afetam os seres e as estruturas nas imediações da descarga. Atualmente, com a sofisticação e proliferação dos equipamentos eletrônicos, as descargas têm sido uma preocupação constante. Geralmente as descargas provocam sobretensões que afetam ou mesmo inutilizam os equipamentos. Em regiões onde o Índice Ceráunico é alto isto se verifica com freqüência em sistemas de computação, transmissão de dados, equipamentos cirúrgicos, telefônicos, etc. Indústrias que trabalham com materiais combustíveis ou explosivos são as que devem ter o melhor tipo de proteção, pois estão mais sujeitas aos danos provocados pelas descargas. Edifícios residenciais, comerciais, públicos, de convenções, hospitais, hotéis e outros semelhantes, localizados em regiões abertas e com alto Índice Ceráunico, devem contar com sistema de proteção eficiente, tanto com relação às pessoas quanto à sua estrutura.

SISTEMAS DE PROTEÇÃO AS DESCARGAS ATMOSFÉRICAS
Os sistemas mais comuns utilizados atualmente são os captores radioativos (fora de norma), captores
verticais (franklin) e captores em malha (gaiola de faraday), ou uma combinação deles. Devido à natureza das descargas, no entanto, dificilmente a proteção poderá ser 100% segura, mas pode se aproximar disto, como vemos abaixo.

O CAPTOR RADIOATIVO É PROIBIDO
O captor radioativo, muito utilizado há algum tempo atrás, hoje está sendo retirado do mercado e proibido o seu uso pelo CNEN (Conselho Nacional de Energia Nuclear). Testes feitos com este tipo de captor indicaram que seu raio de atuação não é maior que o do captor franklin. Ou seja, a maioria das instalações que utiliza o captor radioativo com um grande raio de ação, na verdade está quase que totalmente desprotegida, pois estão errados os dados fornecidos pelos fabricantes. Além disto há o problema do material radioativo utilizado em sua fabricação, que tem durabilidade muito maior do que o restante dos materiais empregados no captor, e mesmo do que a estrutura que supostamente protege. O indicado é substituir este tipo de captor por um sistema mais eficiente e menos perigoso, e o mais rápido possível. O captor franklin protege um cone formado a partir de sua ponta, com um ângulo que varia conforme sua altura em relação à terra. Este ângulo varia de 45 a 25 graus, porém estruturas com mais de 20 metros de altura, necessitam de proteção lateral, pois o captor não á capaz de proteger as descargas atmosféricas laterais (inclinadas). Captores em forma de malha (gaiolas de faraday) são os mais eficientes, pois formam uma malha de condutores em torno de toda a edificação, protegendo quase que totalmente seu interior. Desta forma o campo magnético no interior é nulo, não havendo a indução de tensões que poderiam afetar os seres e equipamentos.

COMO FAZER UMA PROTEÇÃO EFICIENTE PARA AS EDIFICAÇÕES
Cada caso de proteção às descargas atmosféricas deve ser analisado com exclusividade. Nesta análise deve-se considerar o tipo de estrutura, a sua área construída, o material usado na estrutura, as estruturas das vizinhanças, a geografia do local e seu Índice Ceráunico, tipo de ocupação e conteúdo da estrutura. A partir destas condições pode-se realizar um bom projeto e uma boa instalação de proteção. A melhor opção para proteção é integrar o sistema aos próprios elementos da edificação, chamados de componentes naturais de proteção, tais como estruturas metálicas, detalhes metálicos da arquitetura, armações do concreto, fundações, etc. Para isto é necessário o conhecimento correto para uso destes elementos e sua forma de integração ao sistema protetor. Obviamente os custos do sistema de proteção caem consideravelmente, além do ganho qualitativo.

QUANDO SE TEM UM PÁRA-RAIOS NA EDIFICAÇÃO, OS EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS ESTÃO PROTEGIDOS ?
A proteção da edificação tem apenas a finalidade de captar e escoar a corrente da descarga para a terra caso ela ocorra sobre o seu volume. Os seres humanos no interior da edificação estão protegidos, porém os equipamentos muito sensíveis não estão. O grande campo magnético associado à descarga pode afetar estes equipamentos, assim como as descargas nas redondezas e as correntes circulantes na terra, caso o aterramento não seja adequado e as linhas de energia e de comunicação não estejam protegidas contra surtos.

COMO PROTEGER OS EQUIPAMENTOS ?
Os equipamentos sensíveis no interior da edificação devem ter um sistema de proteção dedicado, que
esteja associado às suas características de suportabilidade. Para isto todas as possibilidades de acoplamento devem ser levantadas, e em cima disto deve ser feito um trabalho de proteção que envolva desde blindagens até filtros protetores de baixa tensão. Um grande problema para os equipamentos não é apenas a ``queda" de um raio sobre a edificação em que está alojado. As descargas nas imediações podem induzir elevados surtos nas linhas de energia de alta e baixa tensão, assim como em linhas telefônicas (troncos e ramais) e linhas de comunicação de dados. Estes surtos podem alcançar os equipamentos, os quais podem sofrer desde paralisações temporárias até a queima total.

OS EQUIPAMENTOS ``QUEIMAM" SOMENTE QUANDO HÁ TEMPESTADES ?
Sem dúvida os transientes originados devido às descargas atmosféricas são os que mais tem afetado os equipamentos, mas uma série de outras causas têm originado problemas, e muitas vezes o usuário nem chega a se dar conta de que a causa esteja tão próxima. Como exemplo destas causas podemos citar: proximidade dos equipamentos sensíveis de cabos alimentadores de potência; proximidade às subestações; chaves contatoras na mesma linha de alimentação ou em linhas próximas; fontes de rádio-frequência (walk-talk); cabeamento de lógica junto a cabeamento de energia;

QUANDO UM ATERRAMENTO É DE QUALIDADE ?
Um dos grandes problemas nos sistemas de proteção é referente ao aterramento. Em geral as recomendações vão no sentido de se ter uma baixa resistência, o que não quer dizer necessariamente que o aterramento seja bom. As malhas de aterramento têm a função de escoar correntes de falta quando ocorre um curto-circuito, ou a de escoar as correntes de surtos - descargas atmosféricas. Para os dois casos as condições são diferentes, porém, por questões de engenharia, devemos associar as malhas da melhor maneira possível conforme as condições do local. Um aterramento para correntes de surto é de qualidade quando possibilita o escoamento num grande plano, de forma a diminuir as tensões de passo, bem como diminuir até eliminar a circulação de correntes por outros meios, tais como blindagens ou cabos.

AS MALHAS DE ATERRAMENTO DEVEM SER SEPARADAS ?
Do ponto de vista ideal, as malhas para diferentes sistemas deveriam ser totalmente independentes, porém isto é impossível na realidade da engenharia, pois os diferentes sistemas (elétrico, telefônico, dados, vídeo, carcaças) compartilham o mesmo espaço físico e sempre as malhas de aterramento, mesmo que independentes, são suficientemente próximas para gerarem diversos acoplamentos. Com
estas considerações, as normas específicas (ABNT / IEC) recomendam a utilização de uma única malha e a criação de uma ligação equipotencial - LEP - para aterramento dos diversos sistemas.

CONFUSÕES E MITOS A DERRUBAR
É comum dizer que um pára-raios muito bom ``puxa" os raios. Ora, o fenômeno das descargas é de grandes proporções, ocorre num espaço de vários quilômetros, e não será um conjunto de cabos e captores sempre o preferido para a descida. Na ocorrência de uma descarga, a estrutura que tiver uma boa proteção não sofrerá, enquanto que outra, desprotegida, terá que suportar sobre seu próprio corpo a captação, descida e descarregamento para a terra, com conseqüências imprevisíveis. O pára-raios tipo franklin, desenvolvido por Benjamim Franklin há décadas é utilizado até hoje e considerado adequado. No entanto, devido às proporções das descargas, as pontas do franklin não têm nenhuma serventia especial, apenas é mais ``bonito" do que uma ponta só, e mais caro. Quando se vê grandes edifícios, arquitetura ousada, ótimo acabamento, sempre há o ``defeito" das descidas do pára-raios com um cabo passando por diversos isoladores. Para quê os isoladores ? A norma é clara: apenas quando a estrutura de suporte é de material combustível (madeira, por exemplo). Mas quase todos os edifícios são de alvenaria ! Além do mais a distância de 10 ou 20 cm dos isoladores não faz muita diferença, em termos de proteção, para uma corrente de mais de 15.000 amperes.

CRENÇAS POPULARES
Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.
- Isto não é verdade, pois é provado que um raio pode cair várias vezes no mesmo lugar.
O Pára-Raios do meu vizinho, protege a minha casa?
- O sistema de proteção contra descargas atmosféricas instalado no prédio do seu vizinho, foi projetado para proteger a edificação do seu vizinho, portando a sua está desprotegida.

O Pára-Raios atrai os raios para minha edificação?
- Errado, o sistema de proteção contra descarga atmosférica serve para conduzir a energia gerada por um raio à terra, por um caminho seguro.

O Pára-Raios protege meus equipamentos eletrônicos?
- Não, ele não protege os equipamentos eletrônicos. Os equipamentos eletrônicos devem ser protegidos por aterramento e outros dispositivos que tenham esta função.

Devo separar o Pára-Raios dos outros aterramentos?
- Não, todos os sistemas de aterramentos, seja de telefonia, de equipamentos eletrônicos, informática, SPDA, tubulações, etc., devem possuir uma ligação equipotencial.

DICAS PARA REALIZAÇÃO DE UM BOM PROJETO
• Os condutores de descidas e anéis intermediários podem ser fixados diretamente na fachada das edificações ou por baixo do reboco.
• Os condutores de descida devem ser distribuídos ao longo do perímetro da edificação, de acordo com o nível de proteção, com preferência para as quinas principais.
• Em edificações acima de 20m de altura, os condutores das descidas e dos anéis intermediários horizontais deverão ter a mesma bitola dos condutores de captação, devido à presença de descargas laterais.
• Para minimizar os danos estéticos nas fachadas e no nível dos terraços, podem ser usados condutores chatos de cobre.
• A malha de aterramento deverá ser com cabo de cobre nu #50mm² a 0,5m de profundidade no solo, interligando todas as descidas.
• Os eletrodos de aterramento tipo “Copperweld” deverão ser de alta camada (254 microns) não sendo permitidos os eletrodos de SPDA baixa camada. .
• As conexões enterradas deverão ser preferencialmente com solda exotérmica, porém se forem usados conectores de aperto, deverá ser instalada uma caixa de inspeção de solo para proteção e manutenção do conector.
• Todas as ferragens deverão ser galvanizadas a fogo, sendo portanto proibida a galvanização eletrolítica.
• As equalizações de potenciais deverão ser no mínimo executadas no nível do solo e a cada 20m de altura, onde deverão ser interligadas todas as malhas de aterramento, bem como todas as prumadas metálicas da edificação e a própria estrutura da edificação.
• As tubulações de gás com proteção catódica não poderão ser vinculadas diretamente. Neste caso deverá ser instalado um DPS tipo centelhador.
Recomenda-se que todos os furos realizados na instalação do SPDA sejam bem vedados para evitar infiltrações no futuro. Recomenda-se o uso de porcas, arruelas e parafusos em aço inox e buchas de nylon para aumentar a vida útil do SPDA.

MÉTODOS DE PROTEÇÃO:
Existem alguns meios de elaborar uma adequada proteção contra descargas atmosféricas. Dentre as mais usuais encontramos:






1) MÉTODO FRANKLIN - a teoria de proteção consiste na rotação da tangente de um triângulo em torno de um eixo (geratriz), cujo ângulo de abertura é determinado por uma tabela específica, variando em função do nível de proteção da edificação e da altura da edificação.





1 - Captor tipo Franklin
2 - Mastro galvanizado
3 - Suportes isoladores para mastros
4 - Base de fixação e contraventagem
5 - Condutor de descida (cabo de cobre nu)
6 - Suportes isoladores para condutor de descida
7 - Tubo de proteção
8 - Malha de aterramento
2) MÉTODO DA GAIOLA DE FARADAY - consiste no lançamento de cabos horizontais sobre a cobertura da edificação, modulados de acordo com o nível de proteção. Este sistema funciona como uma blindagem eletrostática, tentando evitar que o raio consiga perfurar a blindagem e atinja a edificação e também reduzindo os campos elétricos dentro dela.
1 - Captor tipo terminal aéreo
2 - Cabo de cobre nú
3 - Suportes isoladores
4 - Tubo de proteção
5 - Malha de aterramento
6 - Conector de mediçãohttp://www.datalink.srv.br/images/2a.gif
OBS: Outras estruturas metálicas da edificação a ser protegida contra descargas atmosféricas podem ser utilizadas como captores naturais ou condutores de descida tais como: coberturas, pilares, treliças, calhas, tubos, etc.

IMPORTANTE: A fabricação e comercialização dos captores radioativos está proibida desde 1989 pela Resolução 04/89 da CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) publicada em 09/05/1989, devido os fabricantes não terem conseguido comprovar a sua eficiência com o uso de material radioativo. Este tipo de captor deve ser substituído, e após isso a instalação deverá ser adaptada à Norma 5419/93 da ABNT parta que ofereça um mínimo de segurança, de modo a minimizar a exposição aos riscos provenientes de uma descarga atmosférica.

O QUE FAZER?
Para proteção de estruturas e equipamentos contra descargas e transientes, que geram prejuízos de grande monta, deve-se procurar um projeto de engenharia elétrica adequado, que gera gastos de pequeno custo e grande valor.

NOVAS TECNOLOGIAS
A DATALINK desenvolve projetos especiais de SPDA, controle de interferências, surtos e transientes utilizando os próprios componentes das instalações como estruturas metálicas das paredes, pisos e telhados para compor um sistema integrado de proteção.
Se há uma nova edificação a ser construída não deixe de nos consultar, sempre teremos uma solução de infra-estrutura e de engenharia para casar com o seu projeto de arquitetura.

DATALINK ENGENHARIA ELÉTRICA

Atualizado 28-01-2009 em 21:35 por Magal

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Comentários

  1. Avatar de netuai
    parabens pelo post, muito bom mesmo
  2. Avatar de river2
    Esse ta muito show magal, vc e o magnun estão arrebentando aqui no blog..
  3. Avatar de olivionet
    Show d bola ..

    Bom material !!

    Parabens }!!
  4. Avatar de cjhygino
    Saudações!!!
    Muito bom up... É com materiais assim que construimos conhecimento... Show de bola...

    Abraço...
  5. Avatar de juliusarraes
    Sabia q nessa comunidade tinha gente q trazia bons frutos... parabens garoto... MAGAL é o cara...
  6. Avatar de Frusciante
    Isso que é gostar de física.

    Mas a qualidade do post é alta.

    Meus parabéns.
  7. Avatar de lenimax
    Muito bom magal tirou inumeras duvidas minha, parabens!
  8. Avatar de alamdias
    Opa. O correto também é aterrar nossos equipamentos, no cabo de descida ? Me esclarece isso aí... fiz alguns trabalhos enormes com o pessoal da ASGA por exemplo e eles fizeram assim...

    Abraços
  9. Avatar de Magal
    Allan, no cabo de descida do pára-raios nunca se aterra os equipamentos e sim em outra cabo de aterramento.

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