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Pesquisa e computador

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Uma das minhas maiores preocupações quando acho imprescindível levar o computador para a sala de aula ou promover disciplinas online é capacitar os estudantes a trabalharem em pesquisas de ponta. Hoje em dia em dia é impossível fazer uma pesquisa de ponta sem usar o computador. Não dá mais para trabalhar com fichamentos em papel, a quantidade de dados e de bibliografia aumenta e existem muitos softwares (ou podem vir a existir, se requisitados) que ajudam a trabalhar com pesquisa mesmo na área de humanas. Isso pra não dizer o óbvio: até as revistas mais tradicionais, em papel, exigem que se envie os artigos em CDs ou disquetes, na formatação adequada, e professor dificilmente ganha o suficiente para pagar alguém para fazer esse arquivo.

Lembro-me do tempo em que minha mãe fazia suas análises estatísticas em computadores de tela preta com letras verdinhas, estilo matrix, cheguei a mexer nesses programas, ajudar a inserir dados e digitar e formatar texto. Eu mesma ganhei dela um XT que me ajudou muito tempo. Quando todo mundo já usava Windows eu ainda usava aquele XT com programas em modo texto... fazer o que se não tinha grana pra modernizar? Hoje eu instalaria linux no lugar do DOS

Lembro-me do tempo que era necessário esperar para que o programa analisasse os dados e rodasse os programas de estatísticas. Hoje em dia fazemos isso muitíssimo mais rápido, com o luxo de escolher entre software livre (R) ou software proprietário, ou escolher entre programas com configurações pré-definidas (segundo minha mãe, os piores porque analisam qualquer coisa, sem distinguir o conteúdo) ou programas em que você define as funções e pode até montar scripts para seu próprio trabalho (o R faz isso).

Eu conheci na Unicamp uma máquina que fazia espectrogramas de fala, antes do computador. Totalmente mecânica, tinha vários botões para configurar os parâmetros de análise para produção dos espectrogramas. Esses parâmetros deviam ser configurados antes de começar o processo, assim quando entrava o som pelo microfone a máquina já começava a queimar o papel desenhando os espectrogramas, os quais teriam que ser refeitos se a configuração feita não fosse adequada à amostra de fala. Imagine isso numa sala cheia de fuligem, altamente saudável... Fora o precinho do papel especial que era usado. Hoje, no computador, crias essas imagens é uma festa, você pode brincar com os parâmetros enquanto vê o resultado na tela, instantaneamente, além de obter dados numéricos extremamente precisos a partir das análises, a qualquer tempo e sem fuligem.

Tive a oportunidade de dar um curso de estatística elementar para alunos de letras e gastei metade do tempo ensinando a construir tabelas no Excel (sim, a faculdade não aderiu ao software livre). Imagine quando passei comandos para que eles usassem a versão onine do R...

Letramento digital é imprescindível. E não estou falando nada que todo mundo já saiba. Apenas alguns não admitem.
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