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  1. Essas formas são aceitas por quem? No dicionário tem muito termo com grafias diversas pra explicar seu significado, mas não quer dizer que as grafias erradas são "aceitas".

    Basicamente temos a grandeza e a unidade no sistema que adotamos, o SI.
    A grandeza é tensão a e unidade é o volt, a grandeza não é 'voltagem'.
    A grandeza é tempo e a unidade é o segundo, e não 'segundagem'.
    A grandeza é distancia e a unidade é o metro, e não 'metragem'.

    Alguns analf... digo, alguns corretores e construtores usam "metragem" pra se referir a grandeza da area, cuja unidade é o metro quadrado, então se querem estuprar o padrão pelo menos deviam falar em metragem quadrática ou coisa assim.

    Na parte da fisica que envolve nossa area temos a grandeza frequencia, cuja unidade é o hertz, a grandeza não é hertzagem. Temos a grandeza resistencia, unidade ohm, alguns até chamam o medidor disso de ohmimetro, mas a grande não é ohmagem.

    Enfim, tem outras deturpações do padrão como minutagem, litragem, tonelagem, mas elas não se referem a grandeza de minuto, litro e tonelada, são metodos de medição ou de calculo que receberam um nome qualquer.

    O Sistema internacional é o sistema que determina o uso do metro e não da polegada, do quilometro e não da milha, e assim por diante, o brasil utiliza o SI.

    Já os Eua... não usam o SI, por isso usam polegradas, milhas, galões, jardas, entre outras unidades extraterrestres aos outros quase 190 paises do mundo. Os EUA não utilizam o SI então não precisaram criar nomes pras grandezas, apenas algumas grandezas que são usadas pelo povão é que receberam nomes adaptados, é o caso da voltage, wattage, amperage, mas a grandeza chamada 'electric tension' existe e é usada em publicações serias tanto nos Eua como na Inglaterra.

    Em todo mundo ocidental se usa nome similar a tensão, e todo dicionário dessas linguas informa que o povão usa alguma forma deriva do ingles "voltage", apesar de "amperage" ser mais incomum e "wattage" praticamente só no frances, essa influencia do sistema británico existe, mas só existe no povão, as publicações de nível universitário pra cima não usam isso.

    Agora já é tarde pra USA e UK adotar o SI, então eles continuarão com suas medidas estranhas por muito tempo, do jeito que tem tradutor preguiçoso já já vai ter texto falando em jardas, braças, rods, pintos, acres... isso é preguiça dos tradutores ou desinformação, dependendo do caso a licença poetica exige que se mantenha a unidade para que algum toponimo faça sentido, mas em geral quando o tradutor deixa de usar grandezas conhecidas o leitor perde a noção correta do que representa a medida.
    (A criançada fala num "Bosque dos 100 acres" dalgum desenho, provavelmente acham isso enorme. Apesar do alqueire e hectare ser usado pelos capiáus de todo país essas medidas não são do SI, no SI só tem m², então falar em "Bosque dos 400 mil metros quadrados" seria trabalhoso, aí há um motivo pra anglicismo)

    Sou da opinião que quem quer usar "voltagem", "amperagem", também devia usar polegada, braça, pinto, "bytagem", "bitagem", "segundagem". O idioma precisa de regras senão vira um amontoado de excessões, já temos muitos verbos com conjugações despadronizadas devido a deturpação das declinações do latim, o ingles tem bem menos disso (Menos verbos irregulares), se queremos manter um léxico rico precisamos manter tudo padronizado, e "voltagem" não é padronização.
    (Já temos "tensão" pra economizar tinta e não precisa escrever "Diferença-de-potencial", pra que parecer um idiota repetindo termos similares tipo "A voltagem é 5 volts"? Não diga que a voltagem é em volts? Falando em tensão ao menos estamos especificando que é da tensão elétrica que estamos falando. "A tensão é 5 volts", ninguem é tonto de falar que a "Tensão elétrica é de 5 volts", não precisa encher linguiça em texto técnico (Isso é pra area de sociais e humanas)).

  2. Bela explicação!! Concordo contigo, mas não gosto nem tenho saco de ficar corrigindo leigos no assunto. Se ele quiser usar voltagem, amperagem, e todos entenderem o que eles querem dizer, problema deles! "Bytagem", "bitagem"... no mínimo bizarro! Voltagem, amperagem, bizzaro tb né...



  3. Gente... vocês prostituíram meu tópico. Apenas 5% do que está sendo debatido aqui é o que se pede no 1o. post, e o resto são debates sobre o bom emprego de termos técnicos.

    Voltando a sala de justiça...

    Este final de semana fiz um enlace de 600m usando 2 Airgrids M5 23Dbi. Reparei que dependendo da largura de canal utilizada, mudam as opções de ACK mínimo.
    Como o enlace ficou bem fechadinho, consigo usar 0 de distancia e com isso o ACK mínimo. O que percebi que a medida que o a faixa diminui 40/20->10->5MHz o ACK mínimo sobe 21->43->75 ( respectivamente ). Por que isso ? Mudam as "etapas de RF" de acordo com a largura ?

  4. Até onde eu saiba o pacote clear-to-send ocupa uma banda preciosa com canal tão estreito como 5MHz, pra não perder banda a opção aparentemente é perder tempo.



  5. Sobre o ACK, Silvio, segue a ideia do Rubem. Inclusive estávamos conversando sobre isso ontem de noite, antes mesmo de eu ler o tópico, tu te lembra?

    Durante uma transmissão, para cada frame de dados transmitido do AP para a Estação envia-se um frame ACK para confirmar o recebimento desse frame de dados. Caso a Estação não receba esse pacote de reconhecimento (ACK) dentro do tempo especificado, a mesma reenvia um frame ACK para o AP, de modo que esse reenvie o frame de dados.

    Obviamente que esse esquema de enviar/receber/confirmar ocupa uma parcela da banda disponível para a troca dos dados. Quando a largura do canal é de 40Mhz, os frames tem disponíveis uma largura de "estrada" maior para trafegarem, e por consequência pode-se forçar um tempo em us (micro segundos) menor para essa troca de frames ACK.

    Em larguras de canal de 20 ou 10Mhz, a largura da "estrada" é menor, e menos "carros" podem trafegar ao mesmo tempo nessa via. Por consequência, se forçarmos envios e recepções de frames ACK em um período de tempo mais frequente, usaremos mais da banda e com isso sacrificando a taxa de transferência máxima.

    Há também a questão da frequência. Analisem dois Bullets da Ubiquiti, um 2.4 e outro 5.8. Se ambos estiverem operando em 20Mhz, em uma conexão de distância física de 100m, no Bullet 2 obtemos um tempo de ACK de 25us, e no Bullet 5 obtemos um tempo de ACK de 21us.

    Reparem, mesma distância, mesma largura de canal. Mas em 5.8 obtemos uma taxa de transferência muito maior do que em 2.4Ghz. Com isso, podemos autorizar uma troca de frames de reconhecimento muito maior sem prejudicar a taxa de transferência.


    Sobre as distâncias, o cálculo do tempo de ACK é feito em um algorítimo baseado no tempo necessário para que o frame saia de um ponto e chegue no outro. Quanto maior a distância entre os pontos, maior a barreira "física" que deve ser rompida pelo pulso elétrico. Por consequência, maior o tempo que os pontos devem aguardar a chegada/envio dos frames ACK.


    Bom, é isso. Compliquei ou descompliquei?






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