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  1. A profissão técnica de nível médio está sendo muito estimulada pelo governo através do Pronatec e isso é muito bom porque eleva o nível dos trabalhadores.

    Considero como a melhor atitude da minha vida ter iniciado no antigo segundo grau técnico em eletrônica em uma escola técnica quando ainda era adolescente com uns 16 anos, de fato o nível da escola técnica era muito elevado, bem superior aos segundo graus normais, tanto é que fiz o segundo grau em 4 anos por ser escola técnica ao contrário do outro que são 3 anos. Já no curso de tecnólogo estudei 3 anos e também achei o nível inferior ao da escola técnica, porém sem desmerecer os assuntos estudados e confesso uma coisa, meu diplominha de técnico só me fazia ocupar cargos de técnico (com limitação de salário), depois que apresentei meu diplominha de tecnólogo na empresa onde trabalhava fui promovido a analista e passei a ganhar praticamente o dobro do que recebia como técnico, óbvio que com algumas responsabilidades a mais.

    Atualmente estudo engenharia e não tenho visto muita diferença para o curso de tecnólogo, o que me faz pensar se os cursos técnicos realmente são "puxados", ou as faculdades que realmente estão "relaxadas".

    Enfim, acho que o governo precisa estimular os jovens a terem uma profissão técnica, seja na área eletrônica, eletricista, mecânica, gráfica, etc... Mas não adianta formar técnicos que não dão entrada no conselho profissional porque muitos consideram desnecessário pagar "anuidade", assim como é injusto com os profissionais registrados e que pagam esta tal anuidade não serem assistidos e pior, conviverem com colegas de profissão que atuam na clandestinidade (Sem registro).

    Médico só pode trabalhar se tiver registro no CRM, Advogado só pode trabalhar depois que é aprovado na prova da OAB, se trabalhar sem registro vai preso e essa é a regra, aí por que os técnicos podem trabalhar sem registro, sem cumprir regras, e sem ser penalizados?


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  3. Acho que sempre vai ter curso mais puxado ou menos puxado dependendo do conhecimento prévio do aluno. Com 16 anos eu já trabalhava "como técnico" a mais de 1 ano (E acho que ganhava mais que hoje), então quando cheguei na faculdade e depois em curso tecnológico eu achei eles a coisa mais sem sal do mundo, tinha muuuuito be-a-ba que adolescente de 12 anos devia saber.

    SE tem gente com conhecimento prévio chegando na faculdade, cabe a faculdade ignora-los e puxar a media pra baixo? Aí o mundo não evolui. Pro conhecimento humano evoluir as instituições precisam sempre estar puxando o conhecimento medi pra cima, pra um nível mais alto, se tem 1 ou 2 alunos com conhecimento prévio é porque é possivel ter conhecimento prévio de certos conteúdos, se é possível pra um é possível pra todos, tem que forçar a media de conhecimento na entrada pra ter mais conhecimento na saída senão o curso tecnológico ou faculdade vão gastar 2 anos ensinando o que o ensino medio não conseguiu ensinar (Ou mesmo fundamental, coisa boba tipo saber escrever direito é raro nalguns alunos de graduação).

    Idade pra aprender certas bases é adolescencia, coisa de mongol gigante chegar na faculdade sem saber fazer uma pipa, um carrinho de rolimã, acender um led, usar uma chave de teste, pintar um plastico, vender um album com lucro, desmontar um celular pra secar, fazer arroz, saber definir posicionamento político da Veja e da CartaCapital, transferir ligação num PABX ou no mínimo atender o telefone e anotar recado...

    (E também acho que muito curso superior e tecnológico é frouxo demais comparado aos cursos técnicos. Desculpinha de "eu trabalho de dia, não tenho tempo pra estudar" não cola, quem não tem tempo usa a memória, é questão de praticar pra desenvolver, se não desenvolveu na escola tem mais é que sofrer na faculdade mesmo, infelizmente os mais frouxos desistem dos cursos mais puxados e vão pros cursecos de R$ 200, onde tem carga horária tipo 20h por materia por semestre (Enquanto bons cursos tem 100h, alguns 150h, medicina ou veterinaria tem algumas disciplinas com 180 ou 200h, imagina a diferença))

  4. O problema Rubem está no ensino fundamental, onde as escolas públicas tanto estaduais como municipais são de péssimo nível e as particulares só pensam em colocar o aluno na Universidade e não dar uma formação a ele, seja prepará-lo para o trabalho, para a cidadania, enfim, não existe o interesse em formar realmente. O que precisamos é do incentivo, como por exemplo, as escolas técnicas federais, reservam 50% de suas vagas ao ensino público, então, começamos a ver, estudantes da rede pública tendo a oportunidade de cursar um médio melhor, profissionalizante, e consequentemente exigindo mais da sua escola, não é fácil mudar isto. La atrás, na década de 60 e 70(eu sou testemunha viva disto), liquidaram com o ensino básico público de qualidade, cassaram os que tinha ideais de uma escola pública de qualidade para todos, eu tive aulas em escola pública com Scipione de Pierro Neto, Sezar, etc, e mesmo os mais jovens eram de excelente formação, e agora isto para ser recuperado, vai levar pelo menos, além dos 30 que ja se passaram , pelo menos mais 20. Veja, isto não é culpa do aluno e sim do que fizeram com nosso ensino público.

  5. Os cursos mais vagabundos nas faculdades mais vagabundas são geralmente pedagogia, que serve pra... educação fundamental. Aí realmente fica difícil ter bons professores no ensino fundamental.

    Por outro lado pais marginais geralmente geram filhos marginais, metade dos alunos do ensino fundamental são grandes pestes que não podem mais ser educadas adequadamente na escola (Com puxão de orelha) nem receber repreenção à comportamentos inadequados em casa (País burros não sabem usar camisinha, não tem qualificações pra bons empregos então precisam trabalhar 12h por dia, não sabem nem tem tempo pra educar os filhos) e isso gera medo em quem tem intenção de ser docente pra essa criançada, as faculdades de historia, geografia, pedagogia, precisam ser mais baratas senão ficam vazias, quem não tem consegue pagar um curso mais caro nem consegue nota decente no Enem pra um curso melhor tem que se contentar com curso não-presencial de pedagogia por R$ 180, e depois se contentar em dar aula pra micro-marginais de 6 a 11 anos.

    (Sei que generalisei, nas materias de pedagogia que eu fiz (3) tinha 1/3 de senhorinhas prestes a se aposentar ("Começar de novo"), 1/3 de menina burrinhas que não conseguiram passar em outro curso, 1/6 de pessoas que estavam fazendo o curso temporariamente pra depois fazer outro, e 1/6 que realmente tinham interesse em pedagogia, esse 1/6 é que resulta em bons profissionais da area. Os outros 5/6 só servem pra bater ponto, fazer de conta que passou o conteúdo, pras crianças fazerem de conta que aprenderam, pros pais fazerem de conta que educaram os filhos (Como se escolaridade signigicasse educação). Eu e metade dos meus colegas de infancia aprendeu a ler em casa, com tios, irmãos ou pais, aprendeu matematica basica em casa (Lembro de um professora dando um x de errado numa conta de 5+2=7), até ingles basico, lembro que apostei com um colega que EUA e USA eram a mesma coisa, os "Estado Unidos", ele obviamente insistiu que não, na falta de Google e de biblioteca fomos perguntar aos professores, e só o 4º ou 5º, depois de uma semana perguntando, é que soube a resposta, mas este não sabia se USA era sigla do que eu dizia ser, só sabia que era EUA em ingles. Daí obviamente a controversia foi pra URSS e CCCP, nesse me saí como mentiroso porque URSS alguns professores sabiam, mas CCCP (Ou SSSP) obviamente diziam que não existia (Decerto segundo eles se falava portugues na URSS), e era um problemão provar isso porque não tinha TV em casa pra marcar hora que via algo, nem tinha revistas com isso pra mostrar pra professor (Na falta de jornal a revista era bem de consumo, assinatura de 2 ou 3 familias, cada semana uma familia ficava com a revista do mes ou da semana (Veja, Visão, 4 rodas...), quanta pobreza... enfim, lembro nitidamente de professores bem despreparados na minha infancia, mas na época não era curso superior que tinham, era ensino medio profissionalizante chamado 'magistério', sempre tinha 2 ou 3 com curso superior, e eram excelentes profissionais, mas 90% tinha "2º grauo com magistério" e eram apenas "pessoas que sabiam lidar com crianças", essa má qualidade dos cursos de nível semi-técnico chamados "magistério" me parece que se transferiu pros cursecos de faculdades baratas, o nível dos professores não melhorou mas no papel eles tem curso superior (Para estratégia política pra parecer que a educação no país está melhorando muito, se continuar assim daqui 15 anos a qualidade baixa estará no mestrado).

    Estados mais pobres tem professores com pior formação provavelmente, aqui cita a Bahia:
    http://ultimosegundo.ig.com.br/educa...-superior.html
    Infelizmente a pesquisa não separa estados, regiões metropolitanas e interior, centro e periferia, mas o que noto é que tem gente com ótimos professores, como você teve Scipione, e teve gente com umas senhorinhas de 50 anos que não queriam trabalho duro por isso davam aula, isso é uma diferença gigante no ensino, pra mim era claro que não podia confiar nem contar com a escola (5+2 não é 7? Como assim?). Então imagino que o caminho tem que ir pro lado da equalização na educação, não puxando a qualidade pra baixo nos grandes centros (Unicamp, UFSCAR, USP, ITA...) mas sim investindo mais nos interiores, esses interiores estão infestados de cursecos não-presenciais, com 80h de aula online (E ninguem tem internet de 10M no interior pra ver as aulas da maneira que quer) e 20h de presença em sala com um tutor que não é professor pinóia nenhuma e que costuma saber menos que metade dos alunos. Esses franquias ridículas de faculdades tem cursos tecnológicos e superiores, o MEC é bonzinho demais em permitir sei lá quantos anos de notas baixas antes de cancelar curso, com esse tipo de curseco os profissionais da educação formados neles serão péssimos, gerarão alunos péssimos no ensino fundamental, aí não adianta nada ter 2 ou 3 escolas superiores de elite no país se tem 5000 escolas superiores de formação ridícula. Essa indicação de "escolha um bom curso" infelizmente vale pra 1% dos interessados, a maioria não tem um bom curso pra escolher, alias, não cabe todo mundo "nos bons cursos", a maioria vai ter que ira pra cursos ridículos, o uso de cotas não resolve nada desse problema, quem tem condições de se mudar pra SP pra ir pra USP? Adianta a USP ter alto nível e a franquia da UNIP de Km100 na Bahia ter tutores analfabetos funcionais? Cotas na USP, seja pra escola publica, pra indígenas, pra negros, pra deficiêntes, melhora em que o único curso superior de Km100, que forma todos os docentes da cidade, que dão aula pra todos os alunos da cidade? Essas estratégias populistas de criar centros de ponta em tecnologia ou educação só pioram a desigualdade social.

    Não adianta ter cota pra ensino publico na USP, no interior (Cidades pequenas) só tem escola publica então todos os alunos entrariam nas cotas, isso não acontece porque nos interiores nunca tem faculdade publica, isso é um prato cheio pra faculdades de nível duvidoso, com tutor ganhando salário mínimo (Porque não tem formação superior), um sala, internet razoavel, TV via satelite, cobra R$ 200 por aluno e tem muito lucro. O nível acaba sendo pior que cursos tipo IUB, Microlins, PadreReus...

  6. Interessante Rubem é que, não estou falando de Faculdadezinhas particulares , estou falando é das Universidades Federais e dos Institutos Federais, estes sim estão espalhados por este país, apesar que que isto é uma parte do problema, pois os estados e municípios tem verba para boas escolas , mas seus prefeitos não tem interesse, para se montar uma boa escola de Ensino Médio Profissionalizante, a prefeitura da cidade tem que ter interesse também, sei disto porque acompanhei a de Formiga - MG sendo criada(minha filha mais velha estudou la), a prefeitura entrou com o terreno e o prédio construído e o Governo Federal entrou com equipamentos, material físico e humano, e a escola está la funcionando e muito bem. Aqui em Campinas, só agora é que o prédio esta sendo construído, faltou empenho da prefeitura. O que eu digo é que leva tempo para se recuperar o bom nível, pois acabou o magistério, acabaram as boas escolas públicas municipais e estaduais, é preciso remontar isto tudo, e não da para simplesmente num passe de mágica as pessoas saberem que a educação é a grande saída, o povo em sua maioria não pensa nela, não porque não quer, é que não alcança este nível de entendimento. Eu por exemplo, tive os maiores problemas financeiros em minha vida, meus filhos tiveram que estudar em escolas públicas com esta péssima qualidade, mas aproveitamos tudo o que foi colocado de oportunidade pelo governo e os três estão em escolas públicas de excelencia: uma na UNICAMP, outro na Universidade Federal de Alfenas e outro no Instituto Federal de Salto, e fora isto, meu irmão , com mais dificuldades financeiras ainda do que eu, acaba de despachar o filho para Barcelona na Espanha através do Ciencia Sem Fronteiras. Só que nós damos exemplo, mostramos que é possível, mas a maioria da população. ficou desde 1964 embaixo desta educação de baixíssimo nível, e não conseguiu enxergar a saída. A culpa não é individual é sim social, nossa elite econômica(grandes empresários, banqueiros, investidores) querem que a sociedade fique assim, cursando UNIPs e Anhangueras da vida, pagando 200 reais, e indo trabalhar nas empresas como auxiliares disto e daquilo outro, com remuneração baixa, e felizes por terem um curso superior. A minha opinião é; que se incentive mais e mais cursos técnicos de qualidade. não só os federais, mas também os estaduais e municipais, com plano de carreira decente aos professores( quanto mais ele se aperfeiçoa , mais ganha), porém isto leva tempo, claro, pois destruir é fácil, agora construir é um sacrifício!!


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