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  1. Entendo que o povo sabe que "educação é a saída" justamente porque os cursinhos baratos estão repletos de alunos. Se não tem ensino gratuíto, eles pagam.

    Minha cidade cedeu terreno e construiu uma estrutura com 10 ou 12 salas pra UFMT, houve 1 curso modular de 4 anos (30 alunos) de Administração, DEPOIS que este se formou houve outra turma de 30 alunos mas desta vez pedagogia, DEPOIS que esta turma se formou (Sistema modular, 1 FDS por mes) tem 2 turmas no momento (50 alunos ao todo, numa estrutura de 10 salas de aula). Uma estrutura gratis, com 12 salas que a prefeitura deu, mas que a UFMT não utiliza. Todo mes tem vereador ou prefeito indo pra capital do estado choramingar querendo campi da UFMT na cidade, já faz 2 anos essa novela, por parte da prefeitura sei que não falta empenho, mas as universidades federais mal dão conta do campi-sede ("Essa é a última oração, pra salvar a construção... tem aluno estudando na despensa"...).

    Onde tem agronegócio geralmente tem dinheiro, não existe esse problema de falta de salas que há nas grandes capitais, a população é menor e qualquer mobilização empresarial resolve um problema desse em 1 semana, sem precisar licitação nem nada público, as empresas sofrem demais com falta de gente qualificada então sempre colaboram, quem não colabora são as instituições federais e estaduais, precisam fazer demorados processos pra definir local de campi, concursar ou transferir professores, licitações de material que demoram anos, enfim, a contrapartida estadual e federal é que vejo demorar demais.

    "Espalhados pelo brasil" pra mim estão as lotericas, correios e Bradesco, tem realmente ele na maioria dos 5573 municípios do brasil, o ensino superior está presente nuns 2/3 deles, e ensino superior publico em talvez 20% deles. Não resolve muito ter uma faculdade publica com 2 cursos (Administração e Geografia, por exemplo) a cada 500Km (São 8,5 milhões de Km² no brasil, densidade como no interior de MG não é comum no país todo, não se pode viajar todo dias as 18h pra cidade vizinha pra ir pra faculdade, isso é possivel em 10% do país); o ensino superior publico não atende a demanda então surgem cursos de qualidade duvidosa em toda currutela, o nível dos cursos como um todo vira uma porcaria e a culpa não é das instituições publicas existentes, mas sim da não-existencia delas em local proximo a boa parte da população ou com vagas suficientes.
    (Ter cota pra dar oportunidades "iguais" da na mesma que simplesmente ter vagas pra todos, não tenho certeza se estatização do ensino suprior resolve o problema, mas noto que pagar por ensino superior, desde que seja valor baixo, é acessível pra quase todos. Ensino superior estatizado e não-gratuíto para todos (Aí sim poderia haver cotas) acho uma solução melhor (E olha que tenho nojo do marxismo reinante nas instituições federais tipo USP ou Unicamp, mas prefiro essa desgraça dos marxismo ideológico furado do que os cursecos vagabundos não-presenciais que dão diploma mas não preparam ninguem pro mercado, que são só caça-niqueis))


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  3. Pois é, em alguns lugares a prefeitura colabora, abre espaço, em outros não. Mas não falei somente da Universidades e também dos Institutos Federais, estes dão mais resultados, em função do ensino técnico. Só nós é que discutimos??

  4. Continuando Rubem, aqui em Campinas presenciei um caso muito sério sobre verba destinada, ou projeto de governo em que não ha colaboração da Prefeitura, um caso não, dois.além claro, do caso do Instituto Federal, que só agora, este ano, através de pressões de políticos, sociedade civil, as obras do Instituto estão iniciando. Os dois outros casos são na área da Saúde, o primeiro em 2012, onde minha mãe agonizava seus últimos suspiros em um Pronto Socorro do Município, vi excelentes profissionais, enfermeiros, atendentes, trabalhando muito para dar conta de todo a carência que passa nossa saúde, estes são heróis...mas, eles me falaram de um caso que fiquei estarrecido: Foi aprovada uma verba, que foi reivindicada pela própria prefeitura, para no lugar daquele Pronto Socorro, fosse construída uma UPA(Unidade de Pronto Atendimento), o qual é um projeto de saúde fantástico, com leitos, inclusive para internações, mas visando o pronto atendimento com equipamentos, material humano etc. conheço as UPAs, por dentro, precisamos outro dia delas, é fantástico! Porém, o que aconteceu, a verba veio do Governo Federal para este objetivo, e a Prefeitura não se deu ao trabalho de iniciar nem as licitações, dado que o projeto ja estava pronto. O que aconteceu, venceu o prazo para uso daquela verba(dinheiro vivo, pronto para ser usado), e o dinheiro teve que voltar a Brasília. Segundo caso, este ano, 2014: Com o início do Projeto Mais Médicos, foi estipulado para o Município uma segunda "remessa" de 64 médicos para trabalhar em nossos postos de saúde. O nosso prefeito, mandou uma resposta que só precisaria de mais 5 médicos!!Qual, nossa saúde pública vive um colapso, falta tudo, principalmente médicos!! Aí graças a vereadores da oposição e ao Sindicato dos Médicos, que fizeram pressão junto a Prefeitura e denunciaram o absurdo, o Prefeito resolveu voltar atras e receber estes 64 médicos!!!Olha só o absurdo, sei que o interesse destes prefeitos é com os Planos de Saúde Privados, por isto é que gostam de travar,os projetos para a melhora da saúde da população!
    Agora voltando às Universidades e as escolas públicas, conseguimos enxergar as diferentes administrações municipais e como o ensino varia em qualidade de prefeitura para prefeitura, de administração para administração, o Lobby das escolas privadas é muito forte, ele compra os prefeitos e vereadores, pois não é interesse destas escolas ter um ensino público de qualidade. E desculpe amigo, mas não concordo em hipótese alguma ensino público pago, NÓS JÁ PAGAMOS POR ELE! Nossos impostos são mais do que suficientes para sustentar Educação e Saúde Públicas de qualidade, pagar significa concordar com a malandragem instituída,mensalidade nenhuma paga um ensino de qualidade, eu tenho as provas disto aqui: tenho três filhos e os três em Instituições de Excelência, e se a UFMT não foi pra frente , algo interno aí aconteceu, pois a dotação de verbas depende da administração da Universidades, tem muito Reitor de Federal por aí, que eleito democraticamente por sua comunidade, enganando a população e dizendo que não da certo Universidade no Interior, é só ele ter uma boa equipe de administração e de divulgação que o projeto sai, mas se tiver ma vontade de reitores e prefeitos, não tem jeito os Governos Federal e Estadual nada mais podem fazer, a não ser esperar uma administração da instituição mais eficiente em uma próxima gestão.

  5. Não sou muito favoravel a serviço público além do que seja de uso de todos, tipo estradas, segurança, educação fundamental e media, e questões de saúde pública.

    Ítens como atendimento de saúde, esportes, laser, ensino superior, cultura, isso é de uso praticamente particular. Depois da infancia (Maternidade e vacinas) nunca usufrui da saúde pública, nunca usufrui de nada publico em materia de esportes, nunca fui em show ou teatro com patrocínio publico (E só ví filmes ruins com verba do tipo, que preferia não ter visto), até tentei mas nunca usei ensino superior público, então... é justo que eu tenha a mesma carga tributária que um asmático que vive na fila do Sus, que frequenta show de inauguração de obra pública ou jogo em estadio publico, que estuda em ensino publico superior? Se fazemos usos diferentes do serviço publico a carga tributária não devia ser diferenciada?

    Entendo que há benefícios indiretos que chegam até mim, mas a iniciativa privada também faz investimento que indiretamente me atingem, o Kg do Arroz aqui custa R$ 1,50 porque um fazendeiro planta uma latifundio enorme com arroz localmente, se ele não o fizesse precisaria produto vindo de longe, que custa R$ 2,5 por Kg (Se são 15Kg per capita, na cidadezinha de 20 mil hab. isso dá R$ 300 mil deixando de saír da economia da cidade! Faz mais efeito que a centena de Bolsa-Familia).

    Só fui em hospital a trabalho (Depois da infancia), e sempre ví despreparo pra lidar com equipamento, descaso no armazenamento de materiais, falta de responsabilidade a longo prazo, muuuuuitas faltas (Uma vez precisei visitar uns postos 6 vezes pra achar medico-responsavel ou umas das 2 enfermeira-chefes, sendo que existia plantão 24h, nas 6 visitas eram 3 pessoas faltando (De 4 ou 5 funcionários), lembro que o chefe de gab. do secretário de saúde de Cuiabá foi junto porque não estava acreditando que não encontravamos ninguem nuns postos (Distantes do centro, local afastado sem tanto movimento, motivo pra não ir trabalhar tanto quanto um local lotado que causa muito stress).

    Não que saúde particular seja muito melhor, muito atestado falso, muita gente incompetente pra lidar com equipamento eletronico (Idiotas que não sabem nem verificar se é 127 ou 220V, isso é basico até pra criança de 5 anos), mas o fato de não ser gratuíto afasta as senhorinhas carentes que vão resmungar de dor no sangue pro médico, ou os engravatados que vão em pronto-socorro tirar bicho-de-pé resultante de pescaria. E outra, se há desperdício de dinheiro nesses locais, não é dinheiro publico. Se empresa privada gasta mal, azar dela, ela que vai falir. Se o estado gasta mal, azar o nosso, o serviço vai ser piorado e em varios casos (Estradas, por exemplo) não temos a possibilidade de não usar o serviço publico o dia todo (Um trajeto de 300Km com pedagio não é nada, se somar as rodovias com cobrança talvez cheguem a 1% da malha viária nacional).

    Possibilidade de usar apenas saúde particular eu tenho, possibilidade usar apenas ensino superior particular eu tenho, possibilidade de não usufruir de locais que recebem investimentos publicos em cultura e esportes eu tenho, porque devo ter carga tributária única pra todos?

    Meu pai e meu tio faleceram de infarto por lerdeza na saúde pública, daqueles casos que depois do falecimento chegam resultados de exame falando em necessidade de intervenção urgente antes que algo pior aconteça, mas eu nunca contei com saúde pública, não porque tenha como bancar saúde particular, mas porque decidir não gastar com isso e ponto final, já com educação superior publica decidi nunca usar serviço publico dessa area porque se eu comesse arroz e ovo frito todo dia, morasse numa kitinet, e andasse de onibus eu poderia bancar ensino superior particular (Especialmente pra ter formação mais abrangente, comecei meia duzia de cursos, em inst. publica precisaria vestibular e sei lá mais que enrolação pra poder ter formação abrangente).


    Esses dias ouvi proposta que muito me agradou, o Mauro Iasi (Já declarei meu nojo ao marxismo, então está claro que não estou fazendo campanha pra ele ou pro PC do B) citou a necessidade de fazer iniciação científica no ensino fundamental.
    Existe idéia melhor?
    Pra mim acho que isso resume o que acho perfeito, iniciação científica no ensino fundamental, ensino superior não-gratuíto.
    Holanda tem ótimos programas de incentivo técnico no ensino médio, o ensino superior é pago (E caro), saúde particular (Obrigatória pra imigrantes, entre outros detalhes), mas isso gira a economia em torno da educação. A Finlándia tem iniciação científica mais cedo também, mas ensino lá é "totalmente" gratuíto até o doutorado, mas... tem taxas igual (Mas tem 1 ou 2 instituições Finlandesas de ponta pra cada CENTENA de instituições de ponta Holandesas!). Curseco brasileiro custa R$ 180 por mes, ensino superior "gratuíto" na Finlandia custa R$ 200 a 400 por ANO dependendo da instituição. Serio que um brasileiro que QUER estudar não conseguiria pagar R$ 400 por ano? Isso desafogaria muuuuuito o ensino superior. O FIES empresta muuuuuuito mais que isso por aluno, porque não pode haver cobrança similar nas instituições publicas brasileiras? Isso ia afastar os curiosos, que começam curso porque é gratis e desistem porque não sabiam o que iam encontrar (Turma começa com 45 alunos, se formam 5 a 15).

    (Até parece que defendo o estado mínimo, que o candidato Pastor Everaldo acabou de citar duzias de vezes no debate da Band agora a pouco, mas não é bem isso, só acho bem incongruente o estado concorrer com iniciativa privada em educação e e saúde, em petroleo, mas não concorrer com iniciativa privada em padarias, supermercados, eletroeletronicos, etc. Saúde pública e educação publica superior de qualquer forma não atinge a todos, porque ficar investindo em algo que atende a apenas 15 ou 20% da população? Sou adepto da mão do estado apenas no que é de uso direto (Ou que afeta o custo direto) de 100% da população. Não quer dizer que o estado não deva financiar educação particular, do mesmo jeito que o BNDES financia portos, estádios, prédios e empresas que trarão benefícios X ou Y à população ele também financia instituições de ensino.

    Se o estado não atende todos com ensino superior por falta de verbas (Seriam 5573 unidades de ensino superior), ou deixa de atender só meia duzia nos grandes centros, ou então estatiza tudo e parte pra cobrança para que os alunos mantenham o ensino superior (Obviamente não teria como custar tudo o que custa o ensino particular hoje, o que é necessario dos alunos é uma contrapartida, não um financiamento completo).

    Me incomoda muito ver no fim do mes que pra cada R$ 1 que lucrei, paguei R$ 3 ou 4 em impostos, mas isso não é o problema, o problema é ver esse dinheiro sendo desperdiçado com baboseiras tipo "saúde quantica" e afins:
    http://www.hgf.ce.gov.br/index.php/n...saude-integral
    Florais, radiestesia, radionica, terapia holística... se alguém quer jogar dinheiro fora com isso vai fundo, mas dinheiro público (De instituição publica) gasto nisso é demais, se não há regra pra o que é útil ou inútil pra sociedade, prefiro simplesmente não contar com saúde pública mas também não ter que financia-la.
    (Idem pra educação superior com cotas pra alunos de instituições públicas ou indígenas desprepagados pra frequentar educação superior)

  6. Citação Postado originalmente por rubem Ver Post
    Evasão por nível ser alto demais?
    Nível alto é o sonho de qualquer um... não acredito que tem asno reclamando que o "nível do curso está muito alto". O problema aí não é o nível do curso, mas sim a péssima formação do aluno em questão. Ensino medio que "prepara pro Enem" gera essa desgraça, gente sem capacidade pra acompanhar faculdade ou curso técnico de nível decente.

    Do jeito que a coisa anda vamos precisar de "curso preparatório pra faculdade", depois do Enem e antes da faculdade ou curso técnico, molecada tem nota alta no enem mas não está preparada pra nada além do enem.





    Concordo con Rubem o problema não é o nível do curso, mas a má formação do ensino medio. O ensino medio deve preparar os estudantes para cursos universitários e técnicos.


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