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  1. E falando em RS e falta de autonomia dos estados: Quem matou o federalismo no brasil foi a revolução de 30 que empossou o ditador mais populista do país, Getulio Vargas.

    (Alias, moro na Rua São Borja, eu não poderia falar mal dele...)

    Tá certo que o sistema anterior a Vargas era problemático, mas o problema não era o modelo (Com presidentes estaduais e etc) e sim as oligarquias que centralizavam o poder (MG e SP), mas... trocou b*sta por m*rda, trocou 36 anos de oligarquias SP/MG por 15 anos ininterruptos de Vargas, ou 34 anos de populismo (Até 1964 com Janio e sua vassoura (Tem algo mais ridículo que um presidente com uma vassoura? Com um referencial desse só podiam eleger o Jango mesmo, deu no que deu)), uma bela revolução de 360º!

    O federalismo funciona lindamente em países grandes como Eua (Exceto 2 ou 3 estados sem muitos recursos), Canada e Australia. No Mexico isso não anda tão bem porque são estados pequenos e pobres demais (Tipo Alagoas, Acre ou Roraima, o custo dos representantes políticos desses estados é um percentual enorme do PIB local, não são muito sustentáveis), são mais estados que no brasil mas o país tem 1/5 do tamanho do brasil, nesse caso acho que o problema são os estados-anões e não o modelo. Já em outros países problemáticos como Espanha a FALTA do federalismo é um problema, o país basco vive em pé de guerra por falta de autonomia, que existiria se fosse uma federação.

    Até a China "comunista" tem uma forma de federalismo, suas províncias são bastante autônomas, mais que os estados brasileiros, só na parte militar que elas não tem autonomia nenhuma (Normal isso). Apesar de eles terem umas províncias pequenas, as 2 mais pobres ainda tem o dobro do PIB do Piauí ou Maranhão, com população 10% maior apenas, e áreas similares.

    Alias, as provincias da Holanda ("Países baixos", o nome diz tudo, uma união de pequenas provincias cada um do tamanho de meia ervilha) são pequenas mas tem dinheiro, a autonomia por lá também funciona bem, então concluo que não é questão de tamanho, mas sim de um orçamento a gerenciar. Pode ser pequeno, desde que seja rico (E a maioria dos estados no brasil e méxico ou são pobres demais ou são pequenos demais).

    A parte ruim é que a previsão é que a população do brasil cresça só mais uns 20% antes de começar a decrescer, então esses estados pobres teriam que enriquecer muito com os cidadãos que já tem, e isso só se faz com educação e informação, como os estados mais pobres do brasil não estão investindo nisso (Ou porque tem populistas no poder, ou porque tem gerentes que não sabem dialogar com o gov. federal) essa situação não deve mudar nesse século, só hora que outros estados ricos começarem a exportar industrias e moradores porque já estarão superlotados (Tipo o boom na Alemanha Oriental, atrasada por anos de comunismo, a região cresceu horrores porque ficou décadas empacada no atraso socialista sem investimentos).

    Dito isso: Torço pra que um dos 10 ministérios a sumir do mapa nessa mini-reforma seja o da "Integração nacional", se ele tivesse alguma utilidade não haveria essa sensação de separatismo (Que não existia 20 anos atras, digamos), melhor investir essa grana em outras áreas.
    (Ou melhor não arrecadar essa grana, já que o governo desistiu da CPMF agora, é um bom motivo pra extender o corte nos gastos. Diminuir a carga tributária pra no futuro aumentar (Países desenvolvidos tem carga maior que a do brasil) não é vantajoso, acho mais interessante manter a carga mas reformar os gastos, cortando ministérios e orgãos públicos de pouca utilidade)

  2. Sei q o assunto é cpmf mas de diante de tanta informação gostaria de saber um pouco mais sobre a questão dos juros e quanto o governo gasta para manter modelo financeiro atual.
    Eu entendi que é algo insustentável.Sendo dessa forma cria ciclos.No caso FH e mais recente de Lula.
    Mestre Rubem.
    Mas uma para vc.



  3. Tem o teto de juros que o BC estabelece (E o BC indiretamente é mandado pelo governo), se você abrir seu banco o juro máximo que você pode cobrar será esse teto. Ele serve pra que ninguém legalmente lucre demais em cima da necessidade alheia.

    Tem vários limites, o que um cartão de crédito pode cobrar, atrasos de contas, juro-base pra emprestimos e financiamentos, etc.

    Pra atrair mais gringo investindo aqui esse teto é meio alto, o juro-base brasileiro está chegando em 15% ao ano. No primeiro mundo isso fica na casa dos 2 ou 3% ao ano, então é lucrativo investir dinheiro no brasil.

    O problema é que esse teto afeta empréstimos PARA pessoa física ou jurídica no brasil, não só atrai o investimento de fora.

    Agora, o que o governo tem a ver com a gente são os juros de empréstimos a empresas, pelo BNDES especialmente. É um juro sustentável pro governo já que o BNDES dá muito lucro, está na casa dos 1,1% ao mes se não me engano, é interessante pro governo porque ele dá bem mais que a inflação, e... a poupança rende mal e mal 0,5 a 0,7% ao mês.
    (1,1% ao mês, como é juro composto dá mais de 14% ao ano, nada camarada! A poupança a 0,5% ao mês dá pouco mais de 6% ao ano, mesmo que seja 0,7% ao mês ainda não cobre a inflação prevista de 9% no ano)

    O que o BNDES faz não é tão camarada, em teoria só financia produtos com X% de nacionalização (Em mão-de-obra ou partes nacionais), mas... o juro nunca foi interessante pra quem pega o empréstico, quando ele esteve baixo era 0,7% ao mes, mas era época de poupança rendendo 0,4% ao mes, de qualquer forma ele estava perto do limite do que o BC regula!

    Idem pra juros pra casa própria, seja por parcela fixa ou pela tabela price os juros se você financiar casa pela CEF (Instituição estatal, com carater social) vai pagar juros bem perto do limite estabelecido pelo BC.
    (Aquele percentual abatido pelo Minha-Casa-Minha-Vida pode tornar interessante, mas aqui é dinheiro de fundo perdido do governo, a CEF lucra pra caramba no juro, ela não cobra um "jurinho camarada, de pai pra filho")

    É uma bela propaganda governamental (E todo governo fez isso ultimamente) dizer que o BB, CEF ou BNDES deram lucro. Mas... esse lucro saiu das empresas ou pessoas físicas que financiaram ou emprestaram algo, se elas tiveram lucro então elas agiram exatamente IGUAL qualquer instituição particular: Visando lucro.

    Juro pequeno na construção, ou imposto menor nos materiais, ia dar lucro tanto pra senhorinha construindo a casinha como pra multinacional construindo sua sede de 80 andares, então nessa área um programa tipo o Minha-Casa-Minha-Vida realmente é interessante, os detalhes acho que podiam ser melhorados (Teto na renda ou no valor da casa podiam ser maiores) mas a base do projeto é boa porque há incentivo pra construção e ele atinge só quem tem renda mais baixa, é a função de todo programa social.

    Agora o BNDES... não sei se tem como ele ser mais "social", incentivando só a pequena/media empresa, porque internacionalmente falando é um grande problema você ter 200 mil micro-empresas e só 2 empresas de grande porte no brasil, a pequena empresa é interessante mas como sempre existem grandes obras ou grandes inovações precisando grandes investimentos também precisamos grandes empresas, então o problema do BNDES talvez seja dosar quanto emprestar às pequenas e às grandes, ou com que juros (E se aumentar o juro pra empresa grande ela tem cacife pra emprestar lá fora, americano ganha quando muito 3% ao ano lá, seria interessante ele emprestar pra uma empresa grande no brasil a 9% ao ano, juro 3x maior, mas... aos poucos isso criaria a intrusão de investimentos estrangeiros no brasil, o gringo vai querer meter o bedelho no investimento, se for empresa de capital aberto ele vai ter direito a voto e etc, enfim, juro alto pra grandes empresas cria a desnacionalização delas a longo prazo).

    Em resumo o juro que mais afeta tudo é o que o Banco Central estabelece como juro-base, ele não afeta em cheio os juros das financeiras particulares, só indiretamente.

    Tem setor que é arriscado, financiar automóvel é complicado porque tem muito roubo, gente que não consegue pagar, enfim, risco grande de calote, então tem juro de financeira na casa dos 50% ao ano, enquanto banco de montadora, tipo se você conseguir financiar caminhão da Mercedes Benz, vai ficar nuns 10%. O Banco Central não pode intervir nisso porque o risco da Mercedes é muito menor que digamos da Omni, que financia qualquer um que aparecer na porta por isso tem risco gigante e precisa juro gigante. Construção é mais complicado roubar ou fazer refin, então o risco é bem menor, menos de 10% ao ano em quase toda financeira (Tendo garantias e etc, obviamente alguém sem histórico e com renda comprometida vai ter risco maior, e juro maior, mas não costuma passar de uns 10 a 15% ao ano hoje).

    Outra coisa arriscada: Emprestar pra empresa!
    É tão arriscado quanto financiar carro, por isso tem taxas numas modalidades tipo 50% ao ano mesmo!
    Porque? Porque 1/3 das empresas duram acho que 1 ou 2 anos no brasil, falência, e deixam as dívidas pra trás. 1/3 de risco de calote? Não tanto, mas é um risco muuuuuuuito maior que o risco de financiar casa própria (Afinal geralmente se financia o bem onde se vai morar, largar ele e ir pagar aluguel é raro ser vantajoso).

    Essa parte o governo pouco pode fazer também, empresa mal-montada tem mais é que falir mesmo, o Sebrae e sec. municipais tem muito curso e etc ao longo dos anos, quem se planeja estuda isso com tempo, não decido da noite pro dia abrir uma paleteria porque está na moda, ou abrir provedores porque leu que não precisa mais SCM, precisa mais informação PRÉVIA, ter curso oferecido pelo governo todo mes ainda ia gerar muuuuita empresa falindo, hoje não falta informação mas sim falta vontade de ir atrás dela. Então pra pequeno provedor e cia acho que os juros não são um bicho-papão, se eles forem menores nem tudo se resolve, juro baixo tipo um "juro social" cria uma situação de endividamento, o pobre compromete a renda com empréstimo e aí é que ele deixa de contratar internet porque financiou um Gol 1000 94/95 por R$ 5.000 e vai levar 5 anos pra pagar, vão ser 5 anos sem internet, comprando o mínimo no super-mercado, não rebocando a casa mal-terminada, nem trocando colchão ou sequer lençol, juro baixo incentiva consumo mas ele pode ser impensado (E geralmente é!), hoje temos muita gente que saiu a pouco das classes D, E e F, gente que ainda não aprendeu a lidar com dinheiro, que se seduz pela possibilidade de pegar R$ 5 mil emprestado mesmo sem precisar, e sem certeza que vai conseguir pagar depois sem ter que passar anos comendo só arroz e farinha.

    Tem que ir testando as taxas conforme o estado atual da economia, mas quando tem "sensação" de futuro ruim, tipo agora, não pode ter nada brusco, porque você está lidando com planejamentos, com taxa alta é fácil você abandonar novos projetos ou cancelar projeto em andamento, com taxa baixa idem já que pode aparecer muito concorrente ou então pode haver muito endividamento que no futuro diminua a contratação de serviços mensais.

    É uma dosagem pros economistas do BC e Min. da Fazenda. E por isso precisa especialistas nos ministérios, mas... temos coisa absurda tipo funcionários de petroquímica e político no ministério da Defesa (Lá é lugar de militar), filho de político famoso no ministério da pesca (Lá seria lugar de pescador ou empresario da area), um velho/gagá nacionalista-ferrenho sem segundo idioma no ministério da ciência, tecnologia e INOVAÇÃO (Lá seria lugar de quem conhece de tecnologia), entre tantos. Acho que os 2 casos menos escrotos são do ministro da fazenda (Economista) e do ministro de minas e energia (Engenheiro elétrico), mas os outros são pessoas sem formação no setor que atuam, não conhecem os detalhes técnicos da área. Ah se todo ministério fosse bem fiscalizado e criticado como o da Fazenda é.






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