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  1. Pessoal, eu fiz um tópico sobre o modelo de roteador descrito no título, mas fechei o post e fiquei com uma dúvida.
    Encontrei o datasheet desse roteador e nas conclusões aparece o que está nas fotos.
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    Poderiam me ajudar a interpretar essa conclusão quando fala do uso das antenas?
    Eu não entendi bem o que ocorre se usar uma antena maior que 6dBi

    Quem quiser o link completo é esse:
    https://apps.fcc.gov/eas/GetApplicat...tml?id=1926833

  2. Na primeira imagem é a tomada de potência. Alguém simplesmente mediu qual a potência real emitida usando antena de 5dBi.

    A capacidade de potência do equipamento é uma coisa, e o legislação é outra.

    A 2ª imagem diz que o limite legal na FCC (Que é diferente do que a Anatel usa), é a legislação nos EUA e outros países que usam a regulamentação da FCC.

    Nesses países o limite legal (Que não tem NADA a ver com a capacidade do equipamento) é de 36dBm EIRP. Só que o limite do RADIO pode ser no máximo de 30dBm.
    Ou seja, se o radio tem 30dBm, a antena pode ter só 6dBi, aí chega no limite EIRP (Que é potencia do radio + ganho da antena, 30 + 6 = 36).
    Se o radio tiver só 29dBm, a antena pode ter 7dBi.
    Mas o rádio não pode ter 31dBm NEM se a antena tiver só 5dBi, então não importa ter 36dBm e sim ter radio com MENOS de 30dBm, e a antena só pode ter o ganho de modo que não ultrapasse 36dBm EIRP.

    Ou seja, se o radio tiver 20dBm de potência, a antena pode ter 16dBi, vai chegar em 36dBm EIRP.

    O problema pode ser o modo de explicar, mas a legislação é simples, o máximo de potência no radio deve ser 30dBm. Mas a antena não tem mínimo ou máximo, pode usar uma antena de 40dBi mas pra ficar no limite de 36dBm EIRP é só colocar o radio emitindo a -4dBm, porque -4 + 40 = 36.
    (E -1dBm ou 0dBm não é potência zero. 0dBm é 1mW, mas -1dBm é simplesmente 1/3 a menos, cerca de 0,8mW. -4dBm é algo tipo 0,08mW, o radio pode emitir isso)

    Mas no brasil a FCC não manda, não serve pra nada, aqui é a legislação da Anatel quem manda. Aqui o limite está em:
    http://www.anatel.gov.br/legislacao/...-resolucao-506
    Na seção IX, tá lá o limite de 400mW EIRP (Acima disso em cidades de 500 mil hab. precisaria registrar. Em cidades de menor população não precisa registro e o limite vai pra 36dBm EIRP (50mV por metro).

    No caso do brasil esses 400mW EIRP (Ou 26dBm EIRP) são a potência total independente da antena ser de 1 ou 10dBi, é limite EIRP, mas adiante o texto que em PTP ou cidades menores, caso a antena seja maior que 6dBi cada dBi de ganho deve descontar 1 dBm da potência do radio, e 50mV.m dá 36dBm EIRP então o limite de rádio 2,4GHz é 30dBm pra PTP ou cidade menor que 500K.hab, e a antena pode ter 6dBi. Se a antena for de 10dBi, o rádio terá que ser limitado a 26dBm (26 + 10 = 36dBm EIRP).

    É a mesma norma pra 5725 a 5850MHz, 36dBm EIRP mas o limite no radio é 30dbm. Se quiser usar antena menor que 1dBi pode, mas não pode exceder nem 30dBm no rádio, e nem 36dBm EIRP na emissão total.
    (Se vai fazer isso com 30dBm no radio e 6dBi na antena, ou com 10dBm no radio e 26dBi de antena, é opção sua, a legislação fala em limite de 36dBm EIRP e só, não excedendo o limite do rádio o resto não importa)

    Uma coisa é limite EIRP (Radio + antena), e outro é limite do rádio.



    Em metrópoles tem mais gente, se todo mundo usar RIDICULOS/IDIOTAS radio de 500mW vai tudo virar um lixo, então faz todo sentido limitar a potência EIRP nesses locais a 400mW (Ou 26dBm). Nesse caso a antena pode ser de 1dBi, 6dBi, ou 26dBi sem problemas, a legislação fala em limite EIRP, não em limite no rádio.

    Esses radios "HP" vendidos no brasil tem seleção de país, selecionando o brasil ele operará na potência máxima já que aqui é legal o uso de 36dBm EIRP desde que a antena seja igual ou menor que 6dBi, e a antena original é de 5dBi. O radio não tem como adivinhar qual a antena em uso então ele vem configurado pra uso com a antena default.
    (E não tem as mínimas condições do radio saber se está numa cidade com mais ou com menos de 500K.hab., a responsabilidade por configuração é do dono. Radio barato tem limitado a uns 20dBm EIRP e isso não infringe legislação de lugar nenhum do mundo (Europa e Japão são os mais restritivos, o brasil é um dos mais liberais, não sei se é por isso mas temos o espectro todo fodido nas grandes cidades, cheio de maus usos, alta potência pra vencer obstáculos é uma idéia ridícula)


    E esse tipo de rádio é um belo engana-trouxas, dá pra ver nessas medições (E no datasheet no site do fabricante também costuma ter isso) que só existe potência alta em modo B, não adianta nada comprar isso e deixar em modo auto se ele vai insistir no modo N e em ridículos 40MHz, onde a potência será de 160mW. Só o SSID é emitido com sinal alto (Porque ele usa preambulo em datarate de 1 ou 2Mbps), ou seja, isso só engana leigo, na prática o aumento de alcance é pequeno, ter 22dBm de potência é ter sinal 5dBm maior que um rádio comum que emite uns 17dBm, e 5dBm não faz diferença depois de umas paredes, se o sinal chegar como -85dBm não adianta subir ele pra -80dBm que ainda será um sinal baixo demais, fora que não adianta a potência do radio aumentar se o smartphone ou notebook continua com potência baixa, wifi é bidirecional e se tiver potência alta só em 1 lado você tem uma conversa com uma pessoa gritando e a outra sussurrando, perde metade do conteúdo da conversa e tem que repetir.



  3. rubem, entendi o que você quis dizer.
    É só uma questão de legislação.
    Quanto a potência é verdade que só serve pra enganar.
    E quando você diz "Só o SSID é emitido com sinal alto" acho que foi por isso que eu tava medindo aqui com um aplicativo de android, onde acontecia o seguinte:
    Tanto em B, G ou N não dava diferença no nível de sinal que chega até mim na distancia que eu estou do roteador. Eu estava estranhando isso pois esperava que em N o sinal baixasse e em B aumentasse. Mas aí veio sua explicação dizendo que só o SSID é emitido com sinal alto. Logo a diferença pode estar apenas em distâncias onde o N não chega, mas o B pode alcançar devido a ter um "transmission Power" maior.
    Se eu estiver errado me corrijam por favor.

  4. Eu peguei o hábito de acessar as coisas via rede, até como forma de ir vendo isso.

    Um desktop com p2p hospeda tudo, e rodo via rede as coisas em notebook e smartphone. Pra não ficar engasgando as vezes copio pro disp. local, no notebook uso o SuperCopier, no Android o ES File Explorer, eles exibem a velocidade de cópia real-time, e só de virar o aparelho em 90° que a velocidade varia (Mas o nível de sinal não), é erguer ou abaixar 1m que a velocidade varia (Mas o sinal não).

    Estava usando um note LG e nada cama fazia copia a 1 a 1,2MB/s (Uns 10Mbps), mas prefiro netbook (Menor, mais leve), só que com a porcarizinha da Acer que tenho funcionando agora mal chega a 500KB/s (4Mbps), fora que se fica de cabeça pra baixo (Tela pra faixo, fans pra cima) a conexão cai toda hora, mas hora que tem conexão ela aparece como como sinal mais alto possível.

    Tudo isso é explicado pelo preambulo a 1 ou 2Mbps, mas o payload (Carga) perder muitos pacotes porque aí sim usa o datarate mais alto:
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    Em PTMP a 2,4GHz antigamente se vendia planos tipo 128 a 256Kbps, pra essas velocidades nem precisa visada limpa, então era comum fazer instalação sem visada. Só que... era comum sem visada medir sinal tipo -75dBm nos 2 sentidos (Torre>Cliente e Cliente>Torre) mas perder metade dos pings, mal conseguir navegar. Enquanto em cliente mais distante as vezes tinha uma obstrução menor, sinal também em -75dBm, mas navegava normal e não perdia mais que uns 5% dos pings. Nesse caso geralmente é culpa do caminho que o sinal faz também, num sentido pode ir refletindo na esquerda e o outro reflete pela direita, em uso indoor é bem comum isso, movimentar o troço 1m pro lado muda completamente a qualidade do sinal, mas nessas horas o nível de sinal não costuma variar, porque a medição é feita com referência no preambulo e porque ela atualiza devagar (Atualiza digamos 1 ou 2x por segundo, mas tem 100 ou 200 pacotes transferidos por segundo).

    Não sei se esse roteador exige sinal dos clientes associados. Mas se pegar equipto caro como Mikrotik, ainda há essa confusão. Ele exibe o sinal de quem está conectado, mas exibe o sinal do datarate mais baixo do modo (Em 5GHz é 6Mbps), algo assim, usando datarates de 270Mbps ele exibe o sinal que só teria em datarate bem mais baixos:
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    É uma diferença pequena, 4 ou 5dBm. Mas... onde esses 4 ou 5dBm são a diferença entre os pacotes chegarem legíveis ou ilegíveis isso faz diferença, o smartphone mostra "3 pauzinhos" de sinal" mas hora que você coloca ele no bolso a conexão cai, porque o prambulo usa 1 ou 2Mbps (Ou 6Mbps em 5GHz) então é legível mesmo com umas paredes e uma calça jeans no meio, mas um datarate tipo 65M não é.

    Fora que tem outro problema: Fixando o roteador em modo G em datarate tipo 18M o smartphone usará modo G mas não 18M, ele vai usar o maior datarate, 54M, que é menos sensível no roteador. Nessa hora tem vantagem em fixar em modo B, porque o smartphone vai usar no máximo 11M, e esse datarate é de alta sensibilidade no roteador. Isso dá uma diferença de 5 ou 6dBm, só é visível onde é essa variação de 5 ou 6dBm que derruba o sinal. Eu fixo em modo B muito roteador de cliente doméstico ou empresarial que reclama de wifi caindo e geralmente resolve, e tem mais relação com obrigar o smartphone a usar datarate baixo do que com sensibilidade ou potência do roteador.

    Na empresa usei um 841hp uma vez uns dias, fixo em B ele chegava até os fundos numa sala, mas não passava dela, exatamente igual um 741nd comum também em B, porque uma parede comum brasileira geralmente tem 10 a 12dBm de atenuação, se o rádio tem 8dBm a mais de potência então ele não vai passar mais uma parede, mas o pior: Talvez ele passe, mas o sinal do celular voltando pro roteador não tem aumento de potência, então o celular ouve mas não responde com potência suficiente.

    Nessa hora é melhor usar antena maior no roteador, e potência comum (15 ou 16dBm, de roteador barato), a antena maior permite emissão com potência maior (Potencia EIRP é soma da antena + radio), mas também aumenta o sinal que chega do smartphone. Mas perfeito mesmo é usar antena direcional, porque ela não recebe num angulo muito maior que uns 120°, tipo essas:
    https://www.balaodainformatica.com.br/produto/15117/
    Se não receber reflexo de paredes laterias e de trás tem menos perda de pacotes, o nível de sinal não muda muito, mas a estabilidade é bem maior. Eu uso dessas antenas e geralmente com elas há mais estabilidade que usando antena omni de 10dBi, o nível de sinal não muda muito (Porque preambulo não conta) mas a velocidade de copia pela rede é maior, e para de cair.

    Pro Windows eu prefiro a versão 2.2 beta do SuperCopier pra ver isso:
    http://www.admicro.fr/telechargement.../download.html
    Ele depois mudou de nome, acrescentou umas firulas inúteis, essa versão tá bem estável.
    No Android o ES File Explorer permite acessar conteúdo num note ou desktop (É só compartilhar no Windows ou Linux, e pelo ES adicionar o dispositivo), tem que copiar conteúdo local pra testar isso direito porque teste via internet tem rabo, um pacote perdido agora é re-solicitado e pode demorar (Tem fila!), a velocidade varia por outros fatores, enquanto na copia de conteúdo local ela só varia por wifi (Mas o desktop ou notebook tem que estar plugado no roteador via cabo, senão a conexão wifi dele também oscilará a velocidade).

    Mas isso é só pra ter uma noção melhor da velocidade real que se consegue, e de que fatores atrapalham isso (Um monitor CRT no caminho derruba o throughput do meu smartphone de 900 pra 10KB/s! Uma porta de vidro faz cair de 900 pra 400KB/s. Uma porta de madeira não muda nada).



  5. Então a solução pra maior alcance sempre vai ser uma antena maior. De preferência direcional ou setorial.
    Já li em tópicos pessoas associando a potência do roteador e dizendo que se a antena for maior (mudar de 3dBi para uma de 10dBi) o roteador pode não dar conta e o sinal piorar. Confere isso também?






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