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  1. Gostaria de saber, na recepção de sinais via satélite... Qual a relação em dBm e a qualidade do sinal. Tenho um receptor com entrada de -30 a -60 dbm ... a qualidade do sinal vai de 0 a 100%. Dessa forma 1% equivale a 0,3 dBm ... se tiver em 50% de qualidade, teria 15 dBm, ou então -45 dBm?

  2. Num receptor de satélite, conforme a marca e modelo, o sinal chega 100%, mas qualidade 1%. O ideal é que o sinal chegue a 80% e qualidade 80%, e nos canais fracos em 50% na qualidade mas isso depende da parábola, cabo, altura em relação ao solo, tipo de telhado etc. Sinal acima dos 90% pode indicar saturação, acontecendo de o receptor não reconhecer o canal desejado.



  3. Sempre esqueço de responder os emails do @abcd ...


    A umas semanas choveu então fui correndo na minha vizinha que tem OiTV ver quanto a qualidade do sinal caia, e caiu 10%, de 55 pra 45% de qualidade, com antena de 90cm.

    Eu tinha Claro, antena de 90cm, e mesma coisa, quando chovia o sinal caia 10% (Mas o meu caia de 50 pra 40%, a maioria dos canais ficavam sem sinal, por isso cancelei).

    Minha irmã tem Sky, antena de 150cm, hoje a qualidade do sinal cai de uns 60 pra 51%, é 9% de queda.

    Nos 3 casos o NÍVEL do sinal cai de forma variada, geralmente no meu caia de 81 pra 75%, mas as vezes em dias nublados (Pouco antes de chover) a qualidade caia 10% mas o nível caia só 2%. Na minha irmã com antena maior ocorre o mesmo, as vezes um canal HD falha, e a qualidade cai 8 ou 9%, mas o nível cai só 1 ou 2%.

    Aparentemente a qualidade tem a ver com o Bit Error Rate, a taxa de erros em bits, um percentual maior de bits de legibilidade baixa dá uma qualidade de sinal pior, sem necessariamente ter nível de sinal baixo.

    Em wifi tem isso, conforme a zona de Fresnel está obstruída, ou tem outros aparelhos usando o mesmo canal, o nível de sinal é alto mas o CCQ cai, e CCQ baixo implica throughput baixo.

    Eu suspeito também que o nível de sinal exibido nos aparelhos é como em wifi: Se baseia em preambulo ou dado de sincronia que usa data rate muito baixo, com modulação altamente legível. E os dados dos canais (Ou os pacotes do cliente, no caso de wifi) usam outra modulação menos legível mas com data rate bem mais alto. No caso dos satélites de TV, se usam 8QAM geralmente (Ou é 8PSK? Dá quase na mesma), isso é alto entre MCS1 e MCS2 em wifi, mas com um percentual de uso de portadoras maior de modo que talvez resulte num data rare bem maior que MCS2.

    Alias, pensando bem, deve ser 8PSK, porque PSK é mais legível que 8QAM. No caso de satélite, esses dados de todos os canais (Programação, digamos), acredito que vão em DPSK, e os dados dos canais em 8PSK. Os dados em DPSK são legível até com qualidade bem baixa.

    Se o aparelho mostra digamos qualidade de 50%, mas tem canal SD falhando, então ele deve estar medindo a qualidade dos pacote DPSK, porque um 8PSK (Ou 8QAM) com 50% de qualidade ainda devia ter throughput o suficiente.

    No caso de wifi não adianta muito tentar descobrir o método que o fabricante usa pra informar CCQ, porque pra exibição de sinal, e de ruído, o método faz com que o valor exibido não seja real, como tem um canal de digamos 20MHz de largura, uma portadora de 315kHz pode estar com nível maior que outras, o nível exibido será a média, ignorando picos e portadoras deficientes. Com ruído até onde eu saiba também é média, os picos são ignorados, fazem a média subir muito pouco mas num PTP com transmissão quase contínua esses picos atrapalham o throughput.

    Em satélite se o sinal tem uma leve falha, e construção do frame falha mas tudo segue adiante, em wifi a formação do pacote fica afetada, mas aquela parte perdida tem que ser reenviada, você basicamente congela a recepção, e fica esperando o reenvio do que perdeu, isso toma o dobro ou o triplo do tempo pra enviar o mesmo pacote. Wifi é bem mais sensível à má qualidade de sinal, por isso acho ele um ótimo aprendizado, receptor de satélite com sinal -50dBm pode parecer muito sinal, mas tem que ver que ele está pegando uma faixa de 20MHz com uns 30 canais SD, são uns 30 canais com bitrate acho que de 600kbps pra cima (Alguns tem bitrate maior, imagem nítida implica bitrate maior, ocupa mais espaço no canal), em wifi dá pra fazer a festa com sinal a -50dBm, mas... se tiver 36 mil km de distância entre AP e estação esse sinal de wifi não ter NEM 50% de CCQ, porque a modulação 8PSK que os satélites usam é bem mais legível que as modulações que wifi usam.



    Nesses esquemas de modulação de usa transformadas de Fourier pra transformar o dado bruto em um dado digital, pra um processador matemático isso é simples, então imagino que ler um bit error rate através de equações complexas assim também seja pros chipsets dos receptores:
    http://www.jpier.org/PIERC/pierc03/18.08053002.pdf

    Se um chipset usa uma constante dielétrica diferente do outro, vai gerar qualidade de sinal (Bit Error Rate, BER) diferente de outro receptor lendo o mesmo sinal, por isso acho mais simples falar em percentual, num aparelho que é destinado a instaladores leigos. Se informasse sinal a digamos -45dBm, quando o sinal cai pra -50dbm certamente teriam muitos instaladores achando isso bom, porque em provedor ocorre muito isso, pessoal achando que -60 é melhor que -55.

    E tem outra questão, em TV digital terrestre temos o nível de sinal mínimo necessário que varia conforme o bitrate do canal, pra pegar SD sem falhas precisa algo tipo -75dBm pra cima (-74, -73, -72, etc), mas pra pegar um canal fullHD sem falhas já precisa praticamente -55dBm pra cima (-54, -53, -52, etc). O valor exato depende da sensibilidade do receptor. O instalador teria que saber a sensibilidade do receptor pra cada bitrate (Ou que throughput passa com sinal digamos -65dBm), o bitrate de cada canal (E tem canal que varia, a Globo em vários lugares é toda fullHD mas o Jornal Nacional que usa imagens de afiliadas e do exterior em 480p é transmitido em SD), e ter idéia da distância até a torre pra dar uma folga de uns 3 a 5dBm no sinal pra que a imagem não suma quando chover. No caso de satélite acho que a idéia é a mesma, não obrigar o instalador de antena parabólica a ter que aprender isso, só ensina ele a procurar pelo menos 50% de qualidade que tá tudo bem.

    (Tem os casos onde nem com 60% de qualidade o sinal fica ok, mas acho que é caso onde se está fora do ângulo ideal da antena, onde se está usando lóbulo secundário que dá uma leve variada conforme a polarização, o nível de sinal talvez pegue a média das 2 polarizações, mas numa antena que não é exatamente redonda (Num kit carona se aproveita uma parte meio oval da antena) uma polarização vai ter nível de sinal menor, e qualidade mais baixa provavelmente)

  4. Prestei serviços a prefeitura local por uns 8 anos e era responsável para retransmitir sinal de satélite digital. Para ter confiabilidade precisava de no minimo antenas de 1,90 metro chagando com intensidade de sinal em torno de 60% a 95% e qualidade em 80%.
    Qualquer sinal se for superior a 90%, prejudica em canais mais fracos e precisa ficar ajustando em elevação, azimute, foco e polarização(se necessário) por volta de 14 horas com céu limpo ou em dias nublados mas com umidade do ar em torno de 70% ou menos; Umidade essa que é válida em qualquer tipo de instalação externa cabeada envolvendo emendas ou conectores.
    Ponto de instalação da antena influencia e muito, solo, telhado, parede, laje etc para tanto que a EMBRATEL( CLARO) usa suas antenas com base instaladas no solo e altura em relação ao solo, laje no ponto mais baixo são levados em conta.






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