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  1. Boa noite pessoal, tentei procurar algum topico relacionado a esse assunto por aqui mas nao achei.

    Seguinte... nao é novidade que existem investimentos fortes tanto do governo quanto de empresas privadas como a Hughes e parceria com a Elsys para entregar internet para regioes extremas(onde as operadoras nao chegam e nos provedores poderiamos atender) via satelite.

    1- Devemos incarar a Hughes/Elsys um concorrente para o nosso mercado? Nao sei ao certo que tipo de cliente eles irao focar, mas se estao entrando nesse mercado querendo ou nao sao clientes que poderiamos atender.. Li que o plano mais barato deles sera de 10 mega por R$249,00 mais uma taxa de instalacao.. Nao esta tao caro nao, pelo que ja vi aqui nos foruns os colegas cobrando mais que isso..

    2-Poderiamos de alguma forma ganhar com isso? ja que a ideia e ter internet em qualquer lugar, podemos comprar o link da hughes/elsys e montar um novo pop em regioes onde ainda nao atendemos tambem... seria uma oportunidade?

    3- Uma duvida grande que tenho tambem e sobre as franquias de dados... enquanto a anatel esta decidindo o futuro desse assunto a hughes/elsys ja disse que nao existe possibilidade de NAO ter franquia de dados. Sera que tem futuro isso?

    Queria saber a opiniao dos colegas sobre esses pontos... Abs!

  2. Amigo... Esse sistema da Hughes é pra onde não chega nem assobio de macuco!!!

    É claro que tem planos que se for olhar bem não estão com preço salgado... Mas aí vem o pulo do gato. Tem franquia de dados(20Gb diurno e 30Gb na madrugada)! E se tratando de internet via satélite não poderia ser diferente. Outra coisa é a latência que pode passar de 800ms em casos onde os sistemas terrestres trariam uma latência média de 30ms.

    Quanto a comprar link pode até ser. Mas um link da Hughes não deve sair por menos de R$ 500,00 o MB se não me engano, já que se trata de conexão em backhaul e/ou transporte via satélite, que por sua própria natureza já é mais caro (a Hughes não é fã de fornecer link como a Vivo, Algar, etc fazem a não ser que seja muita banda[Gbps])

    Comprar conexão dessas de R$ 249,90 e re-compartilhar é fria! Já que a Hughes prevê em contrato que fornece no máximo 30 conexões TCP/UDP por sessão e também veda por via contratual a revenda de conexão final. O que tornaria inviável a utilização desse esquema como suposto "link" (sempre falo aqui no fórum que conexão final de internet, ou seja a que já é considerada compartilhada, não é link e re-compartilhamento é lambança).

    A Hughes também deixa claro que sua meta de atendimento são locais onde "as tecnologias convencionais não chegam"... por isso por exemplo, você não vai conseguir uma conexão banda larga se morar em área urbana, por exemplo.

    Então a meu ver, quem tem um bom planejamento é tem uma visão de que pode fornecer uma conexão mais barata e estável ao cliente, é óbvio que não vai ser ameaçado por esse novo sistema.



  3. Na região onde moro, mesmo apesar de ser nordeste mineiro( vale do mucuri e jequitinhonha) até uns 5 anos atrás podia se dizer que era isolada do mundo. Nos dias de chuva o telefone maís proximo era cerca de uma hora a cavalo quando podia ir, correndo o risco de ficar isolado por 2 a 3 dias. Operadora Oi instalou antenas para telefonia fixa sem dados, e proprietários rurais e comunidades investiram com recursos próprios sua comunicação; hoje com a implementação de telefonia celular 3G nos distritos bastando subir em pontos altos quando necessário para uma emergência. Ministério das comunicações e a Oi chegou a recusar a instalação de orelhão via satélite em povoados, a não demorará a serem desativados se já não estiver.
    Instalar internet via satélite é interessante, já que alguns bancos ainda mantém esse tipo de comunicação como rota alternativa e outras empresas inclusive; para nós mortais(kkkkkkkk) é caro, mas se aquele IP pode beneficiar 20, 30 pessoas na propriedade rural, o ganho torna-se de graça uma vez que o sistema pode ser alimentado por painíes solares, inclusive para carregar as baterias dos smartphones.

  4. Uma das coisas que mexi nesse mês que estava fora foi numa fazenda com link de 1Mbps da Claro (StarOne/Embratel, se não me engano mais de R$ 600 por mês), e... putz... preferia conexão discada a 56kbps.

    Não tem como vencer o ping gigante. São 36 MIL quilômetros até o satélite (Um satélite não-geoestacionário como de GPS está a 600km e já há delay grande), só dá pra usar isso em sistemas que permitem delay tão grande nos pacotes. Streaming de vídeo ou áudio nem todo software aceita, não só pelo delay geral na transmissão, mas porque o checksum de cada pacote demora demais (Até 3s!) pra chegar. Uma coisa que tentei foi o skype, e perde até umas mensagens de texto! (Coisa que o Messenger da Microsoft também fazia, foi só ela meter a pata no Skype que começou isso também. Se o checksum demora demais ela trata a mensagem como não entregue, mas nem sempre avisa pra contraparte da comunicação. No caso do Live Messenger era só pegar o log dos 2 e ver as diferenças, lembro de ver coisa tipo 10% de mensagens dadas como enviadas em 1, mas nunca recebidas no outro).

    Outro problema é banda limitada, cada transponder no satélite vai ter banda tipo 1 a 5Gbps. O transponder em antena virada pra local com muitos clientes fica mais sobrecarregado que o virado pra região mais vazia, eles podem oferecer preços menores nas regiões com menos usuários como forma de "encher" os slots de tempo vacantes nuns transponders, mas não poderão fazer isso em toda a área de cobertura.

    Essa questão do limite de uso do transponder no satélite tem 2 modos de lidar: Velocidade baixa e sem franquia.
    Ou... essa estratégia da Hughes: R$ 250 por mês por uma franquia de praticamente 15GB de dia.

    Por aqui o que as fazendas mais precisam é emissão de NFE (Todo o agronegócio vai precisar emitir NFE até 2017), com esse ping gigante uns sistemas estaduais não respondem as vezes, você emite a NFE, espera 1 minuto e confere status, espera mais 1 minuto e confere status, e talvez em 20 minutos ela esteja autorizada. Quando o delay é grande parece que esses sistemas estaduais bloqueiam o processamento por uns minutos (Pra evitar ataques, provavelmente). De fato só pra isso não precisaria nem 5GB de franquia, mas... se já paga R$ 250 por mês eles vão querer fazer mais uso, e com 15GB de franquia não dá pra muito conteúdo via streaming.


    Uma coisa que testei pra ver como fica o delay foi o Crackle, e... não rodou nenhum filme. Fica girando a rodinha que está carregando, mas não termina nunca. No Youtube mesmo setando a 144p fica uns 20s carregando, e depois roda mais ou menos bem se esperar carregar uns minutos, mas vários sites de streaming não permitem carregar um trecho muito longo adiante do que você está assistindo, a uns anos o Netflix fazia isso, te obrigava a assistir em trechos de poucos minutos caso você tivesse internet muito lenta, porque ele não carregava o vídeo até o final (Como o Youtube faz). Ainda que 15GB de franquia dê pra alguns filmes SD, com esse delay de quase 4000ms pra retornar checksum pro site, streaming deve ser uma coisa que esses usuários ficarão sem.

    Com essas características de uso então eu diria que a última coisa que deve incomodar um provedor via rádio são as soluções via satélite! Além de custar caro (R$ 250 por mês), o equipamento a usar é bem caro, a instalação é só com autorizados (Que são pouquíssimos! Pra StarOne/Embratel vem gente de 1000km de distância até aqui), tem fidelidade grande em contrato, e esses delays de 2000 a 4000ms são terríveis pra maioria do que os usuários domésticos e soho no Brasil usam.


    As fazendas ainda preferem gastar R$ 10 mil em torre, mais R$ 12 mil em repetição, mas depois ter só uma mensalidade de R$ 100, e ter delay baixo tipo 200ms, que permite até voip as vezes.



  5. Citação Postado originalmente por rubem Ver Post
    Uma das coisas que mexi nesse mês que estava fora foi numa fazenda com link de 1Mbps da Claro (StarOne/Embratel, se não me engano mais de R$ 600 por mês), e... putz... preferia conexão discada a 56kbps.

    Não tem como vencer o ping gigante. São 36 MIL quilômetros até o satélite (Um satélite não-geoestacionário como de GPS está a 600km e já há delay grande), só dá pra usar isso em sistemas que permitem delay tão grande nos pacotes.
    Esse sistema da Embratel não é banda KU @rubem? Não tive a oportunidade de fazer um teste nesse sistema de banda KA, (o de banda KU é sofrível!) vi um pessoal elogiando o sistema KA. Tô bem por fora dessa diferença de tecnologias...

  6. Isso, é banda KU.

    Em banda KA só muda a frequencia a principio. Como são satélites mais novos eles tem largura de banda maior, então podem vender planos maiores. Mas em banda KA como a frequência é maior quando chove o sinal cai MAIS. E a distância é a mesma, então o ping devia ser igual, só é menor por ter equipamentos muitos mais rápidos, mas ainda fica nos 800ms até o que fica do lado da base que envia dados pro satélite (Bota aí 100 a 200ms a mais se tiver um cabo submarino no caminho entre a base terrestre e o servidor/site de destino).

    Em banda KU nos dias nublados é meio difícil até enviar algo pelo WhatsApp. Em banda KA a frequência é quase o dobro então deve ser ainda pior no quesito sinal baixo com céu nublado. Nesse sistema da StarOne na hora que o sol fica atrás do satélite (As 14h aqui) ou com um pouco de nuvem dá ping de 4000ms, é 4x mais que os 1000ms que dá de madrugada. Na área rural quando chove tem quem evite sair de casa por causa das estradas, e... com uma internet dessa não pode nem mandar email quando chove.

    Seria só aumentar o tamanho da antena que resolveria a queda de conexão quando fica nublado. Mas... pra banda KU se usa antena de 1,8m nos planos maiores. Ao invés de manter o tamanho (Que em banda KA teria uns 5dBi a mais de ganho, e 5dBm é o que cai de sinal com céu nublado) em banda KA parece que estão instalando antenas de 90cm! Mesmo custanto R$ 1500 em equipamento, o default é enviar antena de 90cm aí em SP.

    Em fazenda que tinha antena de chapa pra banda C, com quase 3m de tamanho, que em banda KU teria uns 50dBi de ganho, os instaladores dizem que não podem colocar o LNB na antena antiga, que tem que usar as porcarias de 1,8m, aí o sinal cai 5dBm quando fica nublado, o ping triplica, e a velocidade cai, por pura bobeira.



  7. Depois de ter lido tudo acho que se encaixa em complemento.
    Pense. Hoje as tecnologias terrestres são as top.(fibra)
    Já tem essa tecnologia nova banda KA(rádio) assim é toda tecnologia ela primeiro e vendida exaustivamente assim com os lucros ela evolui. Ainda existe pessoas que acham ki tudo atravessa através dos satélites e nunca ouviu falar dos cabos submarinos. Assim como Google já investiu em pesquisa de Internet levada através de balões. Levar Internet no lugar inóspito e lucro certo. A Internet via satélite hoje não tem como competir com as tecnologias das cidades. Mais complementa o lugar mais inóspito que nada chega.

    Enviado via D5833 usando UnderLinux App

  8. Pra mim que quem sustenta algumas dessas tecnologias são os contratos estatais e cia.

    No caso de umas licitações pra 4G, alguns lotes tinham condicionantes tipo: Pra poder explorar as capitais da copa também terá que fornecer por R$ 500 ao mês uma internet de pelo menos 2Mbps pras escolas federais rurais nos estados dessas capitais. Algumas dessas escolas ficam perto de área urbana onde uma conexão via cabo é possível, mas outras não.

    Também tem bancos e fóruns com links via satélite, pagando absurdos tipo R$ 2 mil por 512kbps porque fizeram contratos de nível nacional faz anos (Alias, aqui a Oi cobra R$ 4 mil do fórum cível por um link de 2Mbps, esse link custa na real nem R$ 3 mil, mas o adicional é pela prioridade, o PRIMEIRO link que o técnico liga é o da Vivo (Que paga ainda mais pela prioridade), depois vem o do fórum, e só depois o de outras operadoras tipo Claro, Tim, ou de outros clientes como bancos. O pagamento por prioridade é bem rentável. No caso de um banco local (Cooperativa de crédito, na verdade) o link via satélite é de velocidade baixa mas é de prioridade alta, num dia que algo queimou um técnico da Claro/Embratel/StarOne veio de avião trazendo equipto novo, pra conseguir resolver o problema no prazo).

    Alias, aqui perto no Parque Indígena do Xingu também tem alguns pontos com internet via satélite, não sei se todos tem a mesma velocidade mas o que conheço é de 1Mbps, até uns 2 anos atrás custava R$ 2 mil, e... fica a uns 60km de uma série de pousadas na beira de um rio, pousadas que recebem internet de provedores via rádio da região entre 100 a 200km de distância (Fora os outros 700km de enlaces via rádio digital até chegar numa fibra). Seria só colocar uma série de torres que esse custo de R$ 2 mil cairia pra R$ 150, mas... torres afetam o visual do mato... é região plana então nem precisa tantas torres, seria bem barato resolver a conectividade de duzias de aldeia, mas como esse custo da internet via satélite não sai do bolso dos envolvidos (Nem dos indígenas, nem dos servidores da Funai, nem dos abraçadores de árvores que moram na metrópole e tem internet de 100Mbps por R$ 49,90) ninguém se preocupa em resolver do modo mais barato.

    Muuuuuuito local isolado só é isolado por opção, desmatar um "estrada" de 100m de largura pra levar a rede elétrica nacional é complicado, hoje tem painel solar que resolve a eletricidade de muita gente, mas poxa, abrir uma picada pra chegar até numa clareira de 15x15m onde tem uma torre repetidora pra internet não tem impacto ambiental significativo, o governo federal, alguns estados e prefeituras pagam links via satélite por pura burrice, o isolamento só existe por pura e simples opção (E digo isso porque só na minha cidadezinha de 20 mil habitantes tem uns 15 pessoas que basicamente vivem de ir montar torre e instalar/dar manutenção em equipamentos de telecom em fazendas e pousadas lá nos cafundós, você roda horas e horas no mato, mete uma repetição, roda mais horas e horas, e chega no destino do link de internet, custa R$ 30 mil pra montar isso mas custa isso 1x na vida, depois é só R$ 100 a 150 por mês (E uma troca eventual por raio, e troca de baterias a cada 3 ou 4 anos, mas falamos de baterias de R$ 500, dá um custo extra de uns R$ 20 por mês). Tem pousada tão longe que muito turista europeu quando chega, depois de rodar 5h de carro, pergunta se ainda está no Brasil, e você explica que nem saiu do município, menos ainda do estado, e ainda menos do país).

    Se tirar o estado babá que paga duzias de links via satélite, duvido muito que sobraria 1/4 dos clientes via satélite. Se saísse do bolso dos reais usuários nesses locais já teriam metido torres de repetição pra internet via rádio mesmo.






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