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  1. Tenho uma matéria na facul chamada informatica e sociedade e, como o nome diz, ela trata de como a informatica pode influenciar a sociedade. Meu professor pediu para que fizessemos um trabalho e o tema que escolhi foi: "O papel do software livre na inclusão digital".

    Achei o tema bem legal e queria discutir e saber qual a opnião de vocês sobre isso.

    Logo de cara eu pensei em algumas vantagens do software livre nessa área. Uma delas: O fato de você poder instalar ótimas distribuições *praticamente* de graça. Com a economia que teremos no uso do linux, por exemplo, ao invés do windows, da para investir em máquinas melhores ou até criar outro telecentro. Isso sem contar o office e outros aplicativos que são bem caros.

    Por outro lado eu percebi que uma das grandes vantagens do s.l(maior ate que o preço) não tem muita importancia, ao menos tanta quanto deveria, *nessa hora*. Que vantagem é essa? A liberdade.

    Em um telecentro, por exemplo, um garoto que esta aprendendo o que é um pc, internet, etc não quer saber(*a principio*) que ele pode alterar o código, estudar o mesmo, aprimorar ele, distribuir, etc. Será que é realmente assim que acontece?

    O que vocês acham disso? O s.l exerce que papel numa inclusão digital(além de baratear o custo)?

    Quem são os reponsaveis por isso? Os grupos de usuários, o governo, ou ambos?

    Alguém aqui conhece algum telecentro, projeto ou algo do tipo que usa o s.l para inclusão digital?

    Apesar de ja ter uma opinião formada e estar lendo bastante sobre isso, eu queria ouvir a opnião do pessoal, principalmente dakeles que estão envolvidos com isso. E aí ... o que vocês acham?

  2. Cara, uma das vantagens do S.L. na inclusão digital é que os programas são de fácil acesso é só baixar, instalar, testar e se houver interesse estudar mais sobre o assunto, como ele foi desenvolvido, como é possível personalizá-lo, etc....
    Uma coisa que foi mencioando por você é o custo, não é preciso pagar licenças para ter um computador básico: , S.O. , navegador, cliente de e-mail, editor de texto, etc.
    A possobilidade de mexer no código do programa por simples curiosidade pode ser um empurrão que a pessoa possa ser um profissional no futuro. 8-)

    Mas telecentros e ônibis digitais, e outras formas de incluir a sociedade não basta. :-(
    Enquanto um coumptador não virar um"eletrodoméstico", a pessoa vai para o telecentro, tem um contato de poucas horas e vai pra casa, não podendo aumentar seu grau de conhecimento. Enquanto isso não acontece programas de Inclusão digital no Brasil tornam-se apena dinheiro mau usado, senão desperdiçado. :|

    Aqui na UESC - Universidade Estadual de Santa Cruz | Ilheus - BA, temo um evento chamado Sinform - Semana de Informática, promovido pelos alunos de Ciência da Computação.
    Uma das extensões feito no Sinform, é a inclusão digital, alguns alunos de um bairro pobre, próximo à UESC são convidados , para ter uma semana de inclusão digital, gratuitamente.
    Mas depois que acaba o Sinform, onde essas pessoas "incluídas" vão por em prática seu conhecimento?
    Telecentros ajudam, mas não é o bastante, é preciso que o PC esteja ali na casa deles, acredito seria um prazer "desvendar" os mistérios daquela máquina.

    É isso , flw :-)



  3. Citação Postado originalmente por Duca
    Mas telecentros e ônibis digitais, e outras formas de incluir a sociedade não basta. :-(
    Enquanto um coumptador não virar um"eletrodoméstico", a pessoa vai para o telecentro, tem um contato de poucas horas e vai pra casa, não podendo aumentar seu grau de conhecimento. Enquanto isso não acontece programas de Inclusão digital no Brasil tornam-se apena dinheiro mau usado, senão desperdiçado. :|
    Bem pensado. Ainda não tinha visto por esse lado. Mas acho que alguns projetos que estão sendo criados podem melhorar isso. Como, por exemplo, o notebook de $100. Só espero que ele funcione tao bem na pratica como na teoria.

  4. O Brasil é um dos grandes utilizadores da internet no mundo inteiro. Somos o país com o maior número de hackers, e um dos países mais aclamados no mundo do software-livre pela iniciativa do nosso governo em apoiar o software-livre e desafiar uma das grandes potências capitalistas: A Microsoft, empresa de Bill Gates, um dos homens mais ricos do mundo.

    Essa iniciativa, embora tenha como principal intuito a economia de cifras para licenças de software, o que estima uma economia de aproximadamente 80 milhões de reais anuais (Pra mais), a existência de Telecentros já existe faz bastante tempo e a mesma foi pioneira no mundo.

    Todos nós que utilizamos software-livre em casa e/ou no trabalho sabemos de um fato: software-livre é mais difícil de ser utilizado e necessita de um conhecimento maior em tecnologia. O que conseqüentemente irá acontecer se nós difundirmos o software-livre no país é que se as empresas começarem a adotar o seu uso, as pessoas terão que ter em seus currículos conhecimentos sobre o mesmo. Aliás, se você estiver com preguiça de tentar entender o fato que eu acabei de mencionar, apenas leve em conta que uma pessoa vai ter que saber trabalhar tanto em plataformas proprietárias quanto em plataformas livres. Só isso já é um passo e tanto.

    Concordo plenamente que o GNU/Linux por enquanto é perfeito para ser utilizado em servidores. Esse mercado já está comprovadamente dominado pelas plataformas de licença livre. Entretanto, o "wide-use" do software-livre ainda não entrou em vigor porque ainda não conquistamos o mercado dos desktops. Quantas pessoas possuem Microsoft Windows instalados em seus PC's em casa e quantos possuem GNU/Linux? A questão é que ainda é difícil aprender a utilizar software-livre porque as pessoas ainda estão presas a velhos paradigmas.

    Entretanto, essa situação está sendo mudada com a criação de novas distribuições - mais fáceis e mais amigáveis que as demais - como o Ubuntu, o Kurumin, o Kalango, Knoppix, etc. É esse o pensamento que nós temos que tomar de hoje em diante. Desenvolver para o usuário-final, e não para o técnico.



  5. xstefanox, vc foi no ponto. :-o

    Uma dos pontos que a comunidade linux teve que melhorar foi a humanização de suas distribuições.

    A falta de humanização que era evidentemente constatada no linux ou unix da vida, a interface homem-máquina do windows realmente é melhor para o usuário final. É tudo mais fácil de se fazer.

    As distribuições tornaram-se muito mais amigáveis, com isso o interesse cresce. Abocanhar o mercado de desktops ainda é um bom desafio para o linux.

    O fato do Brasil ter um grande número de hackers mostra que somos temos um execelente celeiro nessa aŕea, com certeza se o S.L. conquistasse ainda mais a sociedade, o mundo certamente sofreria em nossas mão , hahaha !!






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