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  1. ....

    Já era meio dia e eu estava sentado na popa da chalana e ainda tinham na cabeça as frases do sertanejo. A minha muié e a minha fia também fais isso.
    A natureza ali fazia o seu show. Deliciosamente eu olhava o encontro das águas do Rio Negro com o Rio Solimões. Os primeiros quilômetros eu usara para saciar a satisfação de estar ali onde o preto do Negro ladeava o marrom do Solimões, imitando com o verde das matas uma bandeira de três cores. Nos quilômetros seguintes mergulhei na incompreensão. Por que aquelas águas não se misturavam? Por que se mantinham teimosamente separadas? Seus habitats submersos também se comportariam assim? Conseguiriam se camuflar assim como fizera o Macacheira na escuridão da mata? Era a segunda vez que eu encontrava naquela região uma escuridão tão impenetrável. A chalana navegava e os meus pensamentos voavam. Nos últimos quilômetros, eu era pura dúvida. As águas dos rios e a história do Macacheira me deslocavam do centro do meu mundo racional.
    Se elas colocassem recados no perfume das flores, então elas modulavam. Isso é impossível.
    Os dois rios finalmente miscigenavam. A cor e o nome mudavam. Lentamente começávamos a navegar pelas águas poderosas do Rio Amazonas. O maior volume de água doce do mundo. Bebedouro de uma fauna quase infinita, berço de riquezas, mistérios e beleza. Artéria principal do maior pulmão verde do planeta. Símbolo do poder natural.
    Já havíamos navegado alguns quilômetros pelo Amazonas quando me ocorreu que o compreensível e o incompreensível, assim como o negro e o marrom eram elementos essências na existência de tudo e de todos. Por certo na grande selva amazônica existem segredos incompreensíveis para os homens, mas não para todos. Pode ser que a mulher e a filha do Macacheira, seja a demonstração desta verdade que nos é tão difícil aceitar e que realmente consigam colocar recados nos perfumes das flores. Como? Não sei. Quem sabe se em certa noite sem lua, o preto do Negro e da mata, tenham sido o motivo para aquela gente olhar para dentro de si e encontrar luz no único lugar possível naquela escuridão. Alguém me disse uma vez que o coração é o lugar onde mora o impossível.
    Nunca mais vi o encontro das águas, também nunca mais vi o Macacheira nem conheci sua família. Mas sei que nos lagos dos nossos pensamentos, funde-se o que chamamos de sabedoria, onde pessoas diferentes, com falas diferentes, com segredos diferentes, e com diferentes soluções para os mesmos problemas fazem telecomunicação.
    O Amazonas desemboca no mar, mas nós seres humanos, desembocamos uns nos outros e no fundo da mais profunda escuridão existe luz. O resto é assim como a internet, só luzinha piscando.

    Gilvan

    OBS
    Para quem quiser sorver um amargo comigo e discutir os destinos das antenas no planeta, terei o máximo prazer de passar a cuia. Onde? Lá em São Paulo, no evento da Abranet. Cá entre nós, já que ninguém pode ouvir, vou fazer uma fofoca. Não sei por que o Sr Eduardo Parajo presidente da Abranet me lembra Napoleão. Acho que é pelo ar imperial que ele irradia. O Sr. Eduardo faz todo mundo se sentir nobre. Eduardo, obrigado pela parte que me toca, estarei com a água quente te esperando para o primeiro mate.

  2. Velhote, se tu não tiver ganhando dinheiro fazendo antenas, comece a escrever um livro...



  3. Um por um ia chegando, eu estava com as minhas antenas bem perto da porta de entrada e cumprimentando o pessoal que chegava. Não estava de cheripá, mas a velha cuia estava na mão esquerda aquecida pelo coração.

    É fato que, quando o gaucho segura a cuia com a mão esquerda, está dizendo que não quer oferecer o amargo. Pensem bem, se eu fosse oferecer para todo mundo, ia faltar água em São Paulo, de tanta gente boa que tinha no evento da Abranet do dia sete deste mês.
    Vi e ouvi todo o acontecimento. Como vocês sabem, sou daqueles tipos de pessoa que vai direto ao assunto. Como não estava falando, estava ouvindo por todos os poros. Eu era uma antena perfeita, sintonizada no canal da voz dos palestrantes.
    É bonito ver alguém conduzir o pensamento de uma platéia, um homem discursando, sempre me lembra o barqueiro Caronte que fazia a travessia do rio na obra Divina Comédia. Quero dizer com isso que quem foi lá, pode estar durante o evento, no paraíso, no purgatório e no inferno. Este é um feito dígno na Abranete que tem como guia o Sr. Eduardo Parajo fazendo o papel de Virgílio.
    PARAÍSO
    Paraíso é o Hotel, a cidade linda de São Paulo, a educação dos participantes, a intelectualidade no cérebro dos atentos. Paraíso é a capacidade daqueles que fazem telecomunicação com redes wireless. Como nos disse Paulo Freire, Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes. Paraíso foram alguns oradores.
    PURGATÓRIO
    Purgatório é a Anatel com seus acordos, com suas licensas, com suas taxas exorbitantes, com suas resoluções de textos prolíxos, com seu partidarismo. Purgatório é tambem o habitat de todos os provedores de internet no Brasil
    INFERNO
    Bem, preparem-se para cairem sentados, inferno eram os fornecedores. Que monte de enroladores. Eu era mais um deles e como se tivéssemos combinado, fizemos a famosa oferta do feirante vendedor de frutas no mercado. Comprem de mim, porque meu produto é bom bonito e barato. Comprem de mim, porque eu sou poderoso, porque eu tenho nome no mercado, porque eu tenho mais condições de financiamento, porque eu sou mais bonito, porque eu sou o filinho da mamãe.
    Que inferno. Só faltou a lança tridente simbolizando a inércia, o movimento e as trevas. Vou colocar a minha opinião sobre este inferno;
    TEM QUE MUDAR NÃO PODE CONTINUAR ASSIM !
    Acho que os fornecedores quando apresentam seus produtos num evento como estes criados pelas associações, deveriam provar o que dizem. Deveriam ter junto com seus produtos ofertados, os instrumentos que provassem o que dizem. Os provedores não estão protegidos pela homologação da Anatel. A Anatel homologa qualquer coisa. Então como saber se uma antena ou um rádio é bom ou ruim antes de comprar? Não concordo que o provedor tenha que comprar e depois testar o produto com os seus clientes. Quem testa é laboratório porque está instrumentado.
    Pensem bem. Se eu pago para expor no evento, eu adquiro o direito de expor como eu quero. E como eu quero? Ora eu quero expor da forma mais barata possivel e que resulte em mais vendas possíveis. Eu não quero ter que provar aquilo que eu digo quando estou vendendo. Ter que provar a qualidade do meu produto acarreta um custo maior que simplesmente pagar o valor que a Associação cobra. xx
    Comprem aqui, pague dois e leve tres, aproveite a grande liquidação do mes.
    Isto está errado. Um evento não é uma feira de verduras e nem de telecomunicação. Um evento deve ter por objetivo enriquecer de conhecimentos os seus associados. Quem está ali não é um cliente, é o seu afiliado, e como bom padrinho, a Associação tem que agir de forma que no final a vantagem tenha sido do seu afiliado.
    Muito tenho dito que entre o fornecedor e o provedor deveria haver um filtro de qualidade que ajudasse o provedor a não comprar gato por lebre. Já falei sobre isso para o Sr. Adelmo Santos que é presidente da Abramult, falei para o Sr. Eduardo Parajo que é presidente da Abranet e falei tambem para o Sr Fabiano Vergani quue é preisente da InternetSul. Vou continuar a botar a minha boca no trambone.
    E se ao invés de o fornecedor pagar em dinheiro pela sua participação no evento, ele fosse obrigado a fazer uma demonstração eletrônica daquilo que ele afirma ser as características do seu produto? Exemplo:
    Estava lá na feira, um fornecedor que possuia uma unidade de rádio com seis antenas ominidirecionais em cima. Como ele faz para que estas antenas não se interfiram? Como ele distribui os canais no espectro de frequência? Ora se ele estivesse com as antenas ligadas num analizador de espectro, ele poderia convencer a todos tecnicamente.
    Havia na feira, caixas bonitas com rádios e antenas embutidas dentro. Como saber se estão bem acopladas? Como saber se a antena não está matando a potencia do rádio? Este fenômeno pode ser demosntrado com um medidor de onda estacionária digital.
    Quem fabrica antena, tem que fabricar com uma figura de ruído menor que a figura de ruído do rádio, Quem diz que a minha antena é assim? Só eu. No entanto, se me fosse exigido, eu poderia provar lá no evento.
    Ísso é ou não é um inferno?
    Coitado de quem esta lendo este texto, era para ser mais curto, mas não me aguentei.
    Continuando, se aos fornecedores fosse cobrado a demostração de qualidade do seu produto, os provedores teriam aulas exelentes de telecomunicação, o nível técnico nascional dos provedores seria esponencializado. Teríamos finalmente um filtro de qualidade entre o fornecedor e provedor.
    Durante o evento, tentei abordar esse assunto. Não pude desenvolve-lo por decisão do presidenteda Abranet que dirigia os debates. No interesse de cumprir o horário, minha palavra foi cassada. Fica para outra vez. Porem para que o inferno não creça, é necessário que o direito de resposta seja respeitado. Numa assembléia, só uma coisa é mais importante que o direito de resposta, que é a QUESTÃO DE ORDEM, como em nenhum momento a ordem foi quebrada, não há justificativa para tirar o direito de resposta em nome do horário. Esto foi um pecado mortal.
    Um forte quebra costelas para rodos, principalmente para o gaudério Eduardo Parajo que conseguiu realizar tão bem o evento.

  4. que viagem....



  5. É exatamente aí que entra o papel de um forum qualificado.
    É aqui o nosso campo de experiências.
    Quando produtos são lançados, sempre tem quem compra e algumas vêzes vem aqui e relata sua experiencia.
    O forum é o lugar ideal para troca de experiencias. Feiras, só para olhar e pegar endereços. Decisão só depois de uma avaliação no forum.
    É o que penso.






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