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  1. O broblema pode estar no nobreak ou outra lomhe de fuga de corrente
    Um nobreak com um banco de baterias não é uma boa coisa para se fazer
    O certo é tirar o nobreak e colocar um inversor
    E precisa ver como estão conectadas as baterias se estão em série ou paralelo ou qual é o arranjo

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  2. Citação Postado originalmente por SANDOR Ver Post
    Pessoal estou com outro problema aqui na criação. Tenho um aerogerador de 2000 watts, que alimenta um banco de baterias que soma 610 ampères. Este banco de baterias está conectado a um nobreak de 2000 VA, que alimenta uma bomba de 180 watts de potência e um soprador de ar com 130 watts de potência. Este é o meu sistema elétrico. Porém, o aerogerador não está dando conta de suprir a energia necessária para manter o sistema funcionando 24 horas por dia. Mesmo com ventos fortes. Gostaria de um auxílio, antes de comprar mais baterias para aumentar a carga do banco, ou como me sugeriram, comprar um inversor e aposentar o nobreak. Agradeço qualquer ajuda.
    Discrepância seguinte... Você tem um aerogerador de 2Kw (ou 2000VA tanto faz)
    Na saída já invertida seus 180w+130w= 310watts consomem uma corrente pós inversor de apenas 3A, so que temos que considerar o que é consumido pré inversor é de 26A ... isso tá ligado em um banco de baterias gigante de 610A (quero entender a necessidade desse banco de baterias se o fornecimento eólico é contínuo).

    Então seu sistema ligado a essas baterias, consumiria esse banco completamente carregado, em aproximadamente 20 horas.

    Entenda o cálculo:

    Potência (watts) = Tensão (volts) x corrente (ampéres)

    A potência não se altera com a modificação de tensão...

    Se P = T x C

    P= 180w + 130w = 310wats

    então 310 = 12 x C
    C=310:12
    C=25,833333A ~ 26 Ampéres

    Ao inverter:

    P = 310 watts
    T= 110 volts

    P = T x C
    310 = 110 x C
    C= 310:110
    C=2,8111111A ~ 3Ampéres


    Seu aerogerador fornece 2000watts

    P= 2000W
    T = 12V
    P = T x C
    2000 = 12 x C
    C = 2000:12
    C= 166,66666A ~ 167Ampéres

    Então seu aerogerador fornece ao banco de baterias 167A o que carregaria ele em 3,5 horas... E aí que vem o problema. Me parece que essa carga é muito rápida com uma amperagem muito alta o que pode ter danificado suas bateria se você não tiver um regulador adequado. Principalmente no-break, cujo o regulador não é muito superior a 20A


    Você já experimentou ligar seu aerogerador sem essas baterias no grid? Só pra ver se ele tem capacidade de tocar seus equipamentos? Assim você elimina qualquer defeito nele. Outra coisa... Esse gerador é adaptado com imãs de neodímio? Pode ser que algo esteja erra com o posicionamento do campo magnético deles.



  3. Fora o seguinte: Aerogerador de 2000W só fornecerá 2000W se tiver vento acima dos 13 ou 15m/s!

    Vento tipo 5m/s já engana muita gente, já parece suficiente, o aerogerador parece girar em velocidade alta, mas com tão pouco vento ele provavelmente produzirá menos de 200W.

    Teria que ver a ficha técnica desse aerogerador específico, mas o normal é serem todas mais ou menos assim:
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    E esse é um com freio muito bom, por isso ele não passa de uma rotação X e a produção se mantém:
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    Se olhar um mapa de média anual de ventos na região, talvez veja coisa tipo 7m/s, mas... ao longo do ano a coisa muda, nessa época do ano (Julho) uma boa parte do Brasil tem média mensal bem alta, mas em janeiro cai completamente, esse atlas é detalhado sobre isso:

    http://www.cresesb.cepel.br/publicac...Brasileiro.pdf

    E lembre que o atlas da Cepel fala em média a 50m de altura! Aerogerador a 20m de altura tem bem menos vento, pessoal aqui do fórum que sobe em torre pode confirmar a partir de que altura começa a pegar mais vento, em lugar com mato do lado as vezes só depois dos 30m que começa um ventinho, em área urbana só com casas baixas as vezes lá pelos 20 a 25m começa, mas lá pelos 40 ou 50m de fato sempre tem vento, a única parte boa de subir em torre é o vento mesmo, não precisa levar ventilador, quase sempre tem um ventinho passando, mas... pra parar de suar até um ventinho de 5m/s serve, o que ele não serve é pra gerar eletricidade de forma rentável, subutiliza o aerogerador.


    15m/s de vento é vento de 54km/h, e... eu trabalhei com vistorias pra seguros alguns anos, o patamar que define o que é vendaval começa justo em 54 ou 62km/h geralmente (Depende da seguradora), abaixo disso é vento e acima é vendaval. Então, 15m/s de vento é vento pra caramba! Uma brisa forte é 10m/s, mas uma brisa de 6m/s já é suficiente pra levar areia, aquele vento que move duna geralmente fica na casa dos 5 a 7m/s, e... se ver nessas tabelas, isso é vento suficiente pra geração bem baixa! Parque eólico nesses lugares só presta porque se no solo tem 7m/s, a 50m de altura terá 15m/s. Nesses locais, a 15m de altura é mais fácil de 8 ou 9m/s do que ter 13 ou 14m/s, ou seja, um aerogerador baixo em lugar que PARECE ter muito vento ainda não captará tanta coisa assim.


    Se tem um consumo de 380W, teria que ter aerogerador que captasse com o vento local algo maior que isso.

    Se continuar descarregando as baterias completamente, bateria estacionária típica perde 20% da capacidade a cada 50 descargas profundas (Descarga completa), um sistema solar que descarrega completamente as baterias todo dia manda a bateria pro lixo em menos de 1 ano, teria que organizar a coisa de modo que tenha descarga diária de 20 a 30%, só assim pra bateria durar 3 anos (Com 30% de descarga é isso, 3 anos ou menos. Com 20% de descarga diária dá pra 4 anos). Dá pra misturar aerogerador, solar e carregador ligado na rede elétrica, mas é chato ficar acompanhando uns meses quanto a bateria está descarregando cada dia.

  4. Coloquei as baterias ligadas em série e em paralelo.



  5. Esqueci de informar que este sistema possui um controlador de carga e um banco de lâmpadas como resistor. Desculpem...

  6. Eu não tenho inversor grid tie. Uso o inversor do nobreak para utilizar a energia gerada do aerogerador. E sim o gerador tem imãs de neodímio. Comprei ele de um fornecedor artesanal de minas gerais. As pás têm 1,20, feitas em PVC e são em cinco. O aerogerador está a 8 metros de altura.



  7. Sobre o aerogerador, independente de ser feito em casa ou comprado, essa característica de precisar rotação muito alta pra geração plena não muda.

    O site www.otherpower.com existe faz muito tempo, lá por 2004 eu tentei fazer alguns geradores do estilo dos aerogeradores, gostei meia duzia de latas de resinas com vários modelos, meus pais só tinham energia solar e eu queria aproveitar uma roda d'agua 40RPM, dava pra fazer uma redução 10:1 pra ter gerador a 400RPM, circuito simples com 4 bobinas (Pra não pesar), imãs de neodímio, mas mal chegava a 20W de produção. Em casa, plugado na furadeira a 600RPM passava dos 40W de produção, e com 1200RPM queimei a lâmpada 12V 100W que usava pra teste, sinal que teve mais de uns 17V nela, e circulou mais de 100W, imagino que daria uns 150W. Mas... a roda nem ficava a 40RPM o tempo todo (Se tivesse 20W 24x7 já estaria bom), hora que havia consumo meio alto e casava com o momento que a roda estava empurrando o pistão com água, ela parava. Em outra represa depois metemos um dínamo 220V aí resolveu.

    A baixa rotação mata fácil a capacidade de qualquer conjunto gerador, alternador de carro chega fácil a 1600W (100A em 16V) em rotação alta (>3000RPM), mas na marcha lenta, com motor a 900RPM, a capacidade fica abaixo dos 200W as vezes (Descarrega a bateria se ficar horas na marcha lenta, com todos os faróis ligados. Em carro sem ar com alternados de 60A as vezes até com farol baixo a bateria morre depois de umas horas, pra lidar com gado em curral depois que escurece as vezes se faz isso, deixa o carro ligado com farol aceso, e tem carro que apaga depois de umas 3h por bateria sem carga), a subida na produção conforme a rotação não é uma rampa linear, é uma subida abrupta na capacidade de geração, se mediu 2000W a 180RPM, com vento fraco tipo 5m/s deve ficar nuns 60RPM e ter produção real na casa dos 300W.

    8m eu acho muito baixo pra pegar vento o suficiente, a não ser que seja local muito aberto, sem arvores ou construções por perto. De madeira geral eu diria que ele deve ficar uns 10m acima dos objetos próximos pra pegar o máximo de vento. Pra captação de água, em pasto sem nada de árvores por perto se coloca catavento a pelo menos 12m de altura, mas eles são muito maiores tipo com 24 pás, só se usa instalação a 9m quando é no alto de um relevo. Em local baixo, perto de rio, geralmente os fabricantes não dão garantia nenhuma de captação de água caso fique abaixo de 15m (Essa eu sei porque um roceiro aqui queria processar o vendedor de catavento, não leu as condições de uso e colocou a torre mais baixa quase do lado do rio, sendo que as baixas são feitas pra terreno elevado).

  8. Caros amigos, estou aqui de novo com mais uma dúvida para vcs... Quero medir a energia gerada pelo meu aerogerador. O construtor do meu solicitou leituras com um multímetro para verificar quanto ele está gerando, pois continuo achando que ele poderia dar mais autonomia ao banco de baterias. Mas no ML todos os vendedores que consulto dizem que seus aparelhos não possuem capacidade para 2000 watts. Alguém pode me ajudar citando algum modelo que possa ?



  9. A capacidade depende do vento.

    Um que promete 2000W vai fornecer 2000W provavelmente só com vento de uns 12m/s (Metros por segundo, multiploca por 3,6 (Pois a hora de 3600 segundos) pra saber quantos km/h dá, 12*3,6 = 43km/h). E 12m/s, ou 43km/h, é muito vento.

    Sua média talvez fique em 6m/s (20km/h), com um vento desse só um gerador de 30kW vai gerar 2kW.

    Tem alguma informação de média de vento na sua cidade? Se não tiver, o jeito é estimar por aqui:
    http://www.cresesb.cepel.br/publicac...Brasileiro.pdf

    O que pode fazer: Ligar o multímetro na escala de 10A, em série com o carregador, e ir vendo que corrente circula quando tem muito vento, e quanto circula quando tem pouco vento. Os multímetros comuns são pra 20A, e 20A em 24V são 480W, parece pouco, mas duvido que passe disso a maior parte do dia.

    Outro problema: Se as baterias já estão com 90% de carga, a corrente indo pra elas é limitada severamente, bateria vazia aceita corrente alta de carga (O começo é rápido), mas conforme carrega a resistência interna aumenta e a corrente circulando diminui, então se bateria já está quase carregada e dá uma rajada de vento forte, vai ir pouca corrente pras baterias. Vento forte na hora errada não ajuda muito, pra medir a corrente saindo do aerogerador teria que ligar um consumo no controlador de carga.

  10. Rubem, olá de novo, e obrigado pela disposição em ajudar. Quando vc diz Ligar o multímetro na escala de 10A, em série com o carregador, vc diz ligar no aerogerador? E outra dúvida, quando vc diz pra medir a corrente saindo do aerogerador teria que ligar um consumo no controlador de carga, o que vc quer dizer com consumo? Outro multímetro?



  11. O jeito de medir é colocando o amperímetro em série, entre o aerogerador e o controlador de carga:

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    Pra medir corrente você tem que colocar o multímetro na escala correta, a maioria dos multímetros tem uma escala escrito 10A ou 20A, coloca nela, e o plug vermelho geralmente também tem que ser plug no plug escrito 10A ou 20A, seria assim:

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    Nos multímetros mais baratos a venda:
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    O plug preto sempre fica no jack escrito COM, que é comum a todas as medidas, mas o vermelho só deve ser colocado nesse plug 10A quando vai medir corrente. Se deixar nessa posição e ir medir tensão, vai queimar o multímetro então tem que acostumar a sempre olhar onde o plug vermelho está conectado.

    O controlador solar só manda energia pras baterias quando as baterias estão sem carga, então é bom colocar algo consumindo eletricidade na saída do controlador (Saída pros equipamentos, não confundir com conexão pra bateria, pois ela não é só uma saída, lá entra e sai eletricidade). Seja ligado em painel solar, em gerador eólico, em turbina hidroelétrica, em dínamo tocado por boi de engenho, o controlador de carga vai ter as 3 conexões, coloca um consumo na saída (Se é um sistema 12V, uma lâmpada automotivo de farol, 12V 55W tá ok. Se for 24V, vai ter que achar uma lâmpada de caminha, 24V 48W tá ok) e mede a corrente na entrada.

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  12. Rubem, então é um amperímetro ou um multímetro entre o gerador e o controlador para medir a energia produzida?



  13. Isso, um multímetro na escala de medir corrente. Tem multímetro amarelinho de R$ 20, e tem alicate amperímetro de R$ 40, todos tem essa função, só que os plugs tem que ir numa posição diferente da de medir tensão.

    E isso vai medir a corrente circulando NAQUELE MOMENTO. Como eu falei noutros posts anteriores, se as baterias já estiverem carregadas não vai ter pra corrente circulando, pode ter o maior vento do mundo que o controlador de carga vai impedir que haja sobrecarga nas baterias. Eu recomendei colocar uma lâmpada consumindo pra ter certeza que tem algo consumindo, um gerador não gera nada se não tiver nada consumindo a eletricidade, a eletricidade CIRCULA, se não tiver algo consumindo o que o aerogerador produz, não haverá circulação, e o amperímetro não vai medir nada (Ou pelo menos não tudo o que o aerogerador PODE produzir quando tem vendo)

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    É igual água, você só tem como medir a circulação, e pra água circular precisa ter uma torneira aberta.

    Ideal seria comparar um dia de brisa, aqueles ventinhos inúteis de 15km/h, com um dia de ventos a 40-50km/h, o normal de aerogerador e não ter quase nada circulando quando tem pouco vento, e exceder em muito a capacidade de medir do amperímetro em dia de muito vento, a diferença entre 15 a 40km/h é enorme.

  14. Construi um sistema misto com alimentação solar e fonte já que o painel que adquori não atende a demanda 24hs. Meu consumo é de 8W um repetidor apenas ligado em 3 baterias de 7 amp (21 amp 12v).

    O Controlador de carga solar é um PWM Xing Ling 10amp . esta ligado a um painel de 30w (1,7amp - 21w reais) e Consegui um bom rendimento acrescentando em paralelo um capacitor de 25v 10000uF ligado na entrada solar do controlador. O ganho é pequeno, mas se falando em energia solar qualquer disperdício conta muuuito.
    .
    O carregador Paralelo ligado a energia elétrica é uma fonte 19v 3 amp de notebook, ligada a um stepdown de 5amp by alliexpress regulado a 13,2v. Entre a fonte e a bateria inclui um rele digital (voltage relay no Alliexpress) com delta ajustado acima de 13,4 v abre e abaixo de 13,0v fecha contato retomando a carga.
    .
    Funciona da seguinte maneira logo ao receber sol da manhã a voltagem da bateria passa dos 13,5v, após o relé desliga a fonte e o controlador solar flutua de 13,8v a 14,5v.... Se passar uma nuvem (não raro estar nublado aqui no Sul) a voltagem cai abaixo de 13v e a fonte aciona e volta a ponto de manter a carga a 13,2v. E assim a voltagem não cai a ponto de ferrar a bateria, passando das 19hs o sistema eh mantido pela fonte..
    .
    Com as baterias novas consegui manter até 21hs mas as descargas profundas antes de instalar a fonte acabaram ferrando as baterias.

    Resumindo: se forem fazer este sistema visando economizar energia eletrica esqueçam. Nao econimiza nem 5 reais por mês para 30watts de painel investido (R$ 200,00). nao paga o custo das baterias que mal duram 2 anos.


    Meu proximo investimento sera a substituicao das baterias e controlador por 10 supercapacitores 2,7v em serie ligado direto ao painel solar, Mikrotik aguenta de 8 a 30v, só não sei da variação de voltagem intensa se nao afetaria o equipamento.

  15. Sempre digo que painel solar se conectado à bateria, custo benefício não vale a pena. Mas se montar um sistema que com o sol já moderado ficas somente na energia solar e passa por um circuito inversor(senoidal pura) para abastecer todo o imóvel menos o ar e chuveiro, aí vale a pena. Uns calculam que o retorno é 5 anos, acho que é mais, por que a disponibilidade do sistema elétrico da concessionária e iluminação pública vem do mesmo jeito.

  16. Citação Postado originalmente por rubem Ver Post
    Já comprou o carregador "inteligente"?
    Se ainda não, veja a seguinte idéia:

    Anexo 57599
    Você basicamente precisaria uma fonte de 15 a 18V, e um diodo. Se for uma fonte de 5A coloque um diodo de 10A. Se for uma fonte de 10A coloque um diodo de pelo menos 20A.
    Vou dar uma ressuscitada no tópico. Queria reaproveitar (na verdade é fazer umas experiências malucas), com algumas fontes de notebook velhas que tenho aqui.

    São umas fontes de 18Volts 5A (no multímetro mede 19V). E como o amigo @rubem deu umas dicas de fonte chaveada ligada a controlador de carga solar (tenho uns PWM parados aqui), queria montar um esquema como o da figura:

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    Minha grande dúvida é a seguinte: Eu sei que os painéis solares tem um conjunto de células que somam cerca de 18V. A fonte do notebook mesmo sendo de 18V não vai danificar o controlador e a bateria?

    Não seria necessário uma ponte retificadora com um diodo zener de 13V pra regular essa tensão? (não sei se o 1N5350 daria conta com só 5 Watts, tenho alguns 1N2812 mas daí passaria pra 14V)

    Esquema:

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    Só a título instrutivo mesmo... Ao invés de mandar as fontes pra reciclagem monto algo mais útil

  17. Sobre a tensão em painel solar, cada célula tem cerca de 0,5V com sol em certo nível, e com consumo num certo patamar, digamos 2A. Se tem 0,5V e 2A, isso vem a ser 1W, se são 36 células dessa isso forma um painel de 36W.

    Só que... se o consumo for digamos 30W, e o sol for bem mais forte que 1000 watts por m², a tensão será bem maior que 0,5V por célula! Na real o painel vai ter quase 21V em dias de muito sol, e com bateria já cheia.

    Esses controladores de carga via PWM baratos aceitam geralmente até uns 23V, geralmente queimam com 24V. Uns controladores melhores (Bem mais caros, tipo da EPSolar) aceitam 26 ou 30V.

    No caso dos baratos, pode usar 20 ou 21V sem problemas, o pulso PWM será bem estreito, o mosfet vai operar até bem frio, quem queima nos baratos é o comparador de tensão (Coisa tipo LM339, que opera até 18V, mas tem um resistor de baixo valor na entrada de modo que aceita até uns 23V sem problemas), muito lá de vez em quando usam mosfet de tensão baixa, mas enfim, não é nada intrínseco ao controladores, é que fabricante de produto barato sempre corta todo custo possível, e fazer um circuito que aceite até uns 23V é bem mais barato que fazer um que aceite até digamos 36V.

    Sobre o circuito com zener, não, isso não dá certo. Exceto se quiser alimentar algo que consuma menos de metade da capacidade do diodo zener, porque o zener trabalha quente se tiver consumo alto, e componente quente pifa logo. Poderia usar o zener como referência pra um transistor tipo TIP 3055, mas... aí você estaria voltando pra 1972! Isso é um tipo de circuito que desperdiça na forma de calor a mesma corrente consumida na saída, se tem 1A de consumo, ele vai desperdiçar em calor mais 1A, é um circuito tão atrasado quanto um LM7812. A vantagem de PWM é que os pulsos intervalados elevam o rendimento de digamos 50% dessas velharias transistorizadas (Um 7812) pra digamos mais de 80%, enquanto controlador MPPT tem tecnicamente 100% de eficiência já que carrega bateria até com tensão abaixo de 12V vindo do painel (Na prática é 92-96% de eficiência entre energia entrando e saindo, PWM chega a isso em certos estágios porque gera pouco calor, o problema de PWM é a largura do pulso não conseguir se adequar a certas tensões baixas quando o sol está fora do ângulo ideal do painel)

    O que tem mais perto de controlador MPPT são os conversores DC-DC, tipo:
    https://produto.mercadolivre.com.br/...96-arduino-_JM
    Ajusta a saída pra 13,2V e pronto, pode meter 15 a 35V na entrada que ele vai ter saída fixa em 13,2V com rendimento acima dos 90%.

    Mas PWM tem a vantagem da carga pulsada limpar placas das baterias, e ajudar na equalização. O circuito MPPT simples será ruim, um bom carregador MPPT precisa dar um boost no final da carga lá pelos 14V ou pouco mais, pra equalizar as células, e um circuitinho simples com conversor dc-dc não tem esses ajustes (Teria que fazer 2 circuitos, um com timmer (LM555) acionado por um comparador de tensão (LM741 digamos), mas dá muito trabalho ajustar, mete um controlador com PWM e pronto, vai ter o mesmo baixo percentual de problemas de desequalização, e ainda por cima vai ter placas mais limpas. MPPT bom mesmo não opera só com digamos 15-35V, opera com digamos 8-35V, porque não tem só um conversor dc-dc step-down (Reduz tensão), tem também um conversor dc-dc step-up (Up, eleva a tensão). Pra painel parado em relação ao sol isso faz diferença, mas pra "no-break gambiarra" isso é irrelevante, PWM pra esse caso tem a vantagem de ser barato e reduzir problema de desequalização.

    Se tiver fonte universal de notebook, aquelas que vão de 12 a 24V, e um controlador PWM barato que pode queimar, faça o teste, comece com 12V e vai subindo. Todos que testei aqui assim queimaram lá pelos 23V, e com 22V deixei ligado meses pra testar calor, e na verdade teve é rendimento melhor! (Quanto maior a tensão, maior o rendimento geralmente, por isso notebook tem fonte 18V a 24V sendo que as baterias internas mal passam de 12,6V na prática (E os que tem fonte de 12V tem só 2 células, carregadas a 8,4V na prática)).

  18. sphrek, em todos os testes que fiz com controladores de carga não gostei por que eles não regulam a tensão, somente a corrente e ficando assim como limitadores de corrente.

    O indicado seria que tivesse, e deve ter carregador para painel ou energia eólica com controlador de tensão e corrente, mas isso pode implicar numa carga mais lenta digamos:
    De manhã, bateria com 12,0 V e no painel com 12,3V; controlador consegue fornecer energia na bateria. Caso seja com regulador e limitador o painel teria que ter pelo menos 13 ou 13,5 V e isso abaixo dos trópicos ou períodos chuvosos pode fazer uma grande diferença, mas pode multiplicar a capacidade instalada do painel.
    Não sei a capacidade de corrente máxima que pode entregar na bateria, mas acho que pela prática que tive, numa bateria de 50 A, pode entregar a ela 30 A por uns 20 minutos o que acontece em nossos veículos mas o gerador consegue gerar a capacidade da bateria.
    Onde haja energia, sou mais a favor que o painel use o inversor senoidal para 127 V, o excedente forneça a energia à concessionária( normalmente gera créditos em KW), podendo ter uma redução drástica no consumo, o viável é que se consuma pelo menos 100 KW/H num mês.
    A melhor fonte para note que vi, foi um modelo da multilaser( 14 a 24 V), sem uma chave, ela tipo identificava a melhor voltagem necessária para carregar o dispositivo, tentei reduzir para 12 V, perdi o carregador e nunca mais achei deste modelo, e incrível, indicava 4 A, mas suportava 5,5 A sem desarmar a fonte, tinha ainda uma saída de USB que suportava 2 A, carregava celulares da Motorola, outra marca que sofremos nessas horas; estes se estiverem abaixo de 15%, carrega em carga lenta, atingindo vai para carga rápida( capacidade do carregador), ao chegar em 40 a 60%, cai para carga lenta; em outras marcas isso dificilmente acontece( sempre em carga rápida até 80%), no modelos mais novos( Samsung, LG, Apple, Motorola, Asus) as baterias são codificadas, portanto se ligar, não carrega, o mesmo acontece com a tela inclusive nos modelos intermediários( faixa de R$ 1.000,00)
    Acredito que se partirmos dessa eficiência, ao invés de 3,7 V, carregada 4,25; recalcular para 12,3 ou 24,6 V teremos algo bem sólido.
    Podem achar ruim por ser fâ da Motorola; ela não tem a melhor tela, câmera mas é um produto confiável, e uso desde 2014 ( G1), e as LG, Samsung, Nokia já deram um fim, e Asus teve de substituir a bateria com pouco mais de um ano em uso.

    Nos painéis, a maioria é gerada como referência -B, e o controlador também em -B, mas os equipamentos são todos em +B, então por conta de umidade, conduz eletricidade queimando alguma coisa conectados a ele. Não existe isolação adequada sem inversor de polaridade e isso requer custos, As torres de transmissão, centrais telefônicas(maioria), data centers, funcionam com -Vcc, ou seja positivo GND

  19. Obrigado @rubem e @Nilton Nakao!
    Fiz conforme as especificações que vocês ensinaram e funcionou!

    Achei aqui uma fonte universal de notebook e fui analisando as regulagens. Com voltagem alta (19V ou +) desarmava o controlador ou superaquecia fonte. O melhor equilíbrio que achei foi em 15V. Quando ligado ao controlador PWM e medido a entrada com multimetro, estava estável em 13.6V.
    Só a quantidade de carga é realmente baixa. Ao medir a corrente passante para a bateria (usei uma de 40Ah de carro para os testes), verifiquei que a carga ocorria em 3 pulsos em 3segundos com intensidades de corrente variadas em cada pulso, nesta sequência: 1°pulso=0.25A; 2°pulso 0.6A; 3°pulso 2.7A. Com uma pausa de milisegundos e se repetindo o ciclo.
    A carga é super lenta. Demoraria uns 3 ou 4 dias para recarregar uma bateria zerada.

    Eu coloquei um timer para desligar depois de 8horas. Percebi que mesmo depois de cortada a entrada AC da fonte, o controlador PWM continuava "recebendo" energia da fonte. Eu aguardei durante uns 40min para ver se desarmava e nada... Só desarmou quando coloquei uma lampada de 12V na saida da fonte (lampada pisca automotivo-15Watts). Acionou a lampada por um instante, milisegundos. Deduzi que deveria ser carga acumulada nos capacitores da fonte (haja capacitor pra acumular carga assim).

    Estas foram algumas observações que fiz.

    Quanto ao controlador não desarmar, a inserção de uma carga resistiva (um pequeno banco de leds por exemplo) na saída da fonte não resolveria esse problema?

  20. Sobre medir PWM com multímetro comum, isso não costuma funcionar porque PWM tem pulsos na casa dos kHz! Só dá pra ter certeza se analisar via osciloscópio (Ou se medir algo por horas e tirar a média).

    Sobre 15V na entrada desses controladores, o problema é que vários tem drop-out de quase 2V, ou seja, se tem 15V na entrada, na saída vai ter pouca coisa além de 13V. Quando aumenta a tensão de entrada o pulso fica bem mais estreito, multímetro obviamente não vai exibir nada com precisão, mas ao longo de horas provavelmente vai ver a tensão da bateria subindo. PWM engana nesse caso, pulso estreito não parece tensão, mas a bateria está armazenando carga do mesmo jeito.

    Sobre o controlador parecer estar recebendo tensão da fonte mesmo com esta desligada, aí que entra o problema da tensão. Com a fonte ligada a entrada é maior que a saída, mas desligando a fonte, o controlador vai descarregar o capacitor da fonte até este atingir a tensão da bateria somada ao drop-out do controlador, digamos 13,6V da bateria, mais 1,3V de drop-out da fonte, de modo que o capacitor vai ser descarregado até 14,9V, o capacitor vai ficar com digamos 14,8V e o controlador não vai ter como consumir isso, mas o sensor de tensão dele (Um amplificador operacional funcionando como comparador) vai detectar que tem tensão.

    Circuito barato nunca é inteligente, nesse exemplo 14,8V é suficiente pra carregar uma bateria vazia (10,5V) mas não uma bateria em flutuação, e na verdade é capaz do sensor de tensão de aparelho barato acionar led mesmo com tensão de entrada lá pelos 8 ou 9V, ele aciona o comparador, mas não tem como mandar 9V numa bateria que já tem 13V, então é só led aceso por bobeira, não precisa se preocupar com isso, não há "fuga" de energia (Todo mosfet vai ter uma perda ou outra, mas talvez 1mA, suficiente só pra manter o capacitor perto da tensão da bateria, isso não é corrente pra se preocupar, a auto-descarga de bateria as vezes é maior, um led aceso por bobeira num roteador ou switch consome mais, enfim, não tem porque se preocupar.

    (E esse é o problema de usar sensor de tensão pra detectar se tem sol nos painéis. Medir tensão em painel fotovoltaico se mede até em noite com lua, mas é botar como carga um mísero resistor de 1k que a tensão já some. Tensão é aberto não é confiável, via de regra não se mede tensão em aberto de nada, porque sempre gera esses erros, tem que botar alguma carga resistiva pra gerar uma medida realista. Nesse caso aí teria que testar se um resistor de 1k é suficiente, pra 18V talvez teria que ser 1,2 ou 1,5k, nem sei))






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